Açúcar e etanol

Campanha publicitária impulsiona vendas e remuneração para produtores de etanol

Preços vantajosos na bomba também têm contribuído para o aumento da comercialização do biocombustivel

Campanha publicitária impulsiona vendas e remuneração para produtores de etanol

As vendas acumuladas de etanol hidratado até abril deste ano registram aumento de 53% na comparação com o mesmo período de 2023, resultado de dois fatores fundamentais: preços vantajosos na bomba e a campanha a favor do etanol, que vem sendo realizada nos últimos meses em diversos veículos de mídia. Essa foi a análise levada a executivos do Citigroup na última quinta-feira (20) pelo CEO da SCA Brasil, Martinho Seiiti Ono.

Os preços na bomba variando entre 60% e 65% do preço do litro da gasolina são determinantes para o crescimento no consumo de etanol. Mas Ono destacou que os esclarecimentos da campanha publicitária, realizada pela União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (UNICA), vem tendo peso fundamental pelos esclarecimentos que leva ao público. É um esforço que deve ser mantido.

“A continuidade da campanha é importante para a manutenção da demanda nos próximos meses, mesmo que a paridade não seja tão atraente,” frisou o executivo. Para ele, apesar da intimidade de décadas do consumidor brasileiro com o etanol, ainda é preciso salientar as inúmeras vantagens do combustível renovável, da produção nacional e geração de milhares de empregos aos ganhos ambientais, com a redução de até 90% na comparação com a gasolina das emissões que causam as mudanças climáticas.

Remuneração ao produtor

Projeções da SCA Brasil apontam para uma remuneração média para o produtor na atual safra entre 15% e 18% superior aos preços da safra passada. Segundo Ono, as condições climáticas têm preocupado os produtores, pois o calor muito acima do normal e os ventos têm como consequência a diminuição da umidade do solo.

“Sem previsão de chuvas a curto prazo, os canaviais podem ter rendimento aquém do previsto. Isso pode reduzir a moagem desta safra, estimada pela SCA Brasil em 612 milhões de toneladas de cana,” detalhou Ono.

RenovaBio

Os preços menores pagos pelos CBios em relação ao ano passado foi outra questão analisada no encontro com executivos do Citicorp. Segundo Ono, a queda acontece principalmente em decorrência da inadimplência de distribuidoras regionais, que não estão comprando e aposentando os CBios estabelecidos em meta.

“Somente pelo volume de 7,6 milhões de CBios não adquiridos pelas distribuidoras, a SCA Brasil projeta um prejuízo aproximado de R$ 1 bilhão em receitas. O caminho é a punição com celeridade das distribuidoras inadimplentes pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP)”, completou.

Para Ono, o quadro geral para a atual safra é otimista, com resultados positivos para as usinas, uma vez que o açúcar permanece com ótimos preços, o etanol projeta receitas mais altas e os custos de produção devem cair em relação à safra passada.

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