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Brasil precisa investir em portos e energia

Em um painel de infra-estrutura na América Latina mediado por Regis Fichtner, secretário de Estado do Rio de Janeiro, que tratou dos temas energia e logística, Richard Klien, vice-presidente da Transroll Navegação, defendeu: a integração é essencial para o desenvolvimento e o progresso.

– O Brasil ainda é muito dependente das estradas. A modernização de nossos portos traz a chance de melhorar os transportes e permitir que o comércio exterior navegue com mais eficiência e menos custo – sustenta.

Klien contou que o arroz produzido no Rio Grande do Sul e consumido no Nordeste antes era transportado em caminhões, e agora escoa por frotas marítimas. Por isso, o preço do arroz diminuiu no Nordeste, e o produto não se perde no caminho.

– Às vezes, a carga demora muito para chegar aos EUA, vinda do Brasil, porque tem de parar várias vezes em portos. Com transportes mais modernos e eficientes, os custos e o tempo de viagem seriam reduzidos – explica Klien. – A Baía de Guanabara e a localização são vantagens brasileiras. Já foi anunciado um projeto de construção de um mega porto no Rio de Janeiro. Produtos como papel e açúcar poderiam ser comercializados por rotas marítimas para ir a novos destinos e tornar as importações mais baratas.

Boris Gorenstin, CEO da empresa Furnas, acrescentou que 50% da população e 55% da produção de energia da América Latina estão no Brasil.

– Nosso pico de demanda é comparável ao do Reino Unido, mas eles emitem 10 vezes mais gases do efeito estufa do que nós. Na nossa geração, 72% vêm de hidrelétricas – diz Gorenstin. – O crescimento no consumo de energia é, em média, de 5% ao ano. Temos de investir bilhões no aumento da geração de energia.

Segundo o empresário, a hidrogeração vai continuar a ser dominante. É a mais barata e o Brasil sé usar menos de 30% do potencial. Mas é muito indicado que passemos a investir cada vez mais em energia renovável, já que tem menos custo e usa recursos locais.

– Pequenas hidrelétricas e biocombustíveis têm grande potencial no pais – resumiu.

Em um workshop para os participantes da conferência, o famoso professor do MIT Eric von Hippel tratou da importância das idéias dos usuários para a inovação de produtos e como as empresas precisam reconhecer isso para ter maior sucesso, inclusive em países da América Latina.

– Os usuários são os que melhor sabem e conhecem o que precisam – resumiu Hippel.

O evento foi transmitido ao vivo nos sites do JB e da Gazeta Mercantil. Internautas puderam participar com perguntas durante as exposições.

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