Mercado

Brasil pode ir à OMC contra os EUA

Os empresários brasileiros temem que o meio ambiente se transforme em pretexto para a adoção de novas barreiras protecionistas pelos países desenvolvidos. Segundo um documento que a Confederação Nacional da Indústria (CNI) apresentará hoje em Copenhague, Dinamarca, na reunião do G-20 empresarial (grupo formado por empresários das 20 maiores economias do mundo), sinais emitidos, principalmente por americanos e europeus, são preocupantes. Os complexos da soja e da madeira, carne bovina e etanol são, a priori, os itens mais sensíveis nas exportações brasileiras. Juntos, representaram US$ 28 bilhões em receitas no ano passado.

O Brasil também pode contestar na Organização Mundial do Comércio (OMC) a legalidade da cláusula “Compre América”, do pacote de estímulo econômico recém-aprovado nos EUA, disse ontem o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, em gravação de um programa da TV Brasil que vai ao ar esta semana. A cláusula prevê que o aço e os produtos manufaturados usados em obras financiadas pelo plano devem ser comprados nos EUA.

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