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Barril inicia a semana em baixa cotado a US$ 65,47

Os preços do petróleo e dos derivados fecharam em queda, depois que o governo dos Estados Unidos disse que estava pronto para liberar suas reservas estratégicas de petróleo bruto e óleo para aquecimento, se necessário, para ajudar a indústria de energia a se recuperar dos furacões. Em Nova York, os contratos para entrega em novembro recuaram, ontem, US$ 0,77, para US$ 65,47 por barril. Os contratos de gasolina caíram 3,46 centavos de dólar, para US$ 2,0622 por galão. Os contratos de óleo para aquecimento recuaram 4,87 centavos de dólar, para US$ 2,0809 o galão. Em Londres, o contrato de petróleo do tipo Brent caiu US$ 0,68, para US$ 62,80 por barril.

Muitos agentes estiveram fora das operações devido ao feriado do Rosh Hashana, que começou na noite de ontem, de acordo com alguns operadores, justificando o volume moderado de negócios.

Mais cedo, o governo norte-americano informou que estava preparado para usar suas reservas estratégicas de petróleo bruto e óleo para aquecimento, se necessário, segundo disse o secretário de Energia, Sam Bodman. “Nós estamos preparados para fazer o que for preciso em relação aos estoques estratégicos”, disse ele.

Nos EUA, doze refinarias, responsáveis por 18% da capacidade de produção, continuavam fechadas depois da passagem dos furacões Rita e Katrina, causando perda diária de produção superior a 1,3 milhão de barris de gasolina.

O preço do barril da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) fechou a semana passada em baixa, ao ser vendido, na sexta-feira, a US$ 58,02, US$ 0,15 a menos que o valor de quinta-feira, segundo calculou ontem o secretariado do grupo. Mais forte foi a queda registrada em seu valor semanal, pois a cotação média do barril (de 159 litros) de referência da Opep, composto por onze qualidades de petróleo, foi na semana passada de US$ 57,63, frente a US$ 58,13 da semana anterior.

No entanto, o preço médio em setembro subiu ligeiramente frente ao de agosto, batendo um recorde em seu valor mensal, pois se situou no mês passado nos US$ 57,88, frente à média de US$ 57,82 alcançado em agosto (em julho foi de US$ 53,13). Segundo os analistas, a recente moderação nas cotações, registrada também nas dos combustíveis, devem-se a diversos sinais de um retrocesso na demanda.

Total e Cnpc

O maior produtor de petróleo e gás da China, a Corporação Nacional de Petróleo da China (Cnpc), acertou com a francesa Total, a maior refinadora européia de petróleo, explorar conjuntamente as reservas chinesas de petróleo. Segundo a agência Xinhua, o acordo é uma tentativa por parte da China de atender à crescente demanda energética. A aliança sino-francesa trabalhará no campo de gás de Sulige, bacia de Ordos, segundo informou o porta-voz Cnpc, Liu Weijiang, ao jornal China Daily.

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