Mercado

Alimentos e produtos de limpeza têm preços estáveis

Ìndice da Apas/Fipe mostra que variação média no primeiro mês do ano ficou em apenas 0,03%. A taxa de variação de preços nos supermercados paulistas no mês de janeiro deste ano ficou praticamente estável em relação ao mês anterior. Segundo o índice mensal de preços da Associação Paulista de Supermercados, calculado pela Fipe (IPS – Apas/Fipe), o acréscimo geral no comércio de produtos de alimentação e artigos de higiene, beleza e limpeza foi de 0,03%.

Alimentos em geral apresentaram preço 0,23% menor que no ano anterior. A variação se deve especialmente às quedas de 3,07% da carne bovina, 1,75% da carne suína e de 7,63% nas aves. “As vendas de carne bovina sofreram com a crise da febre aftosa. As exportações diminuíram, os brasileiros ficaram mais temerosos e o preço, conseqüentemente, caiu”, aponta Sussumu Honda, presidente da Apas. “Desde setembro, houve queda de 20% nos preços da carne. Hoje o valor começa a voltar a um patamar saudável e deve retomar à estabilidade este ano.” A queda na seção só não foi maior pela alta de 4,42% dos pescados.

O preço das bebidas teve alta de 1,5%, puxado pelo aumento de 1,74% das bebidas alcóolicas. “O consumo de cerveja é muito grande no verão, enquanto temos deflação no preço da categoria no inverno.” As não-alcóolicas tiveram queda de 1,37% no mês.

Os alimentos industrializados, em geral, subiram 0,12%, enquanto produtos de hortifruti tiveram alta de 0,84%, puxada pelas altas da batata (22,1%), laranja (18,1%) e maçã (17,19%). Só as verduras, subiram 4,04% – o pé de alface teve alta de 9,7% no preço para o consumidor final.

Já os preços de legumes caíram 9,35%: somente o quiabo mostrou redução de 25,51% no preço, enquanto o reajuste da cebola foi de -17,17%. Produtos de cesta básica também apresentaram alta considerável, como açúcar (9,41%), arroz (3,65%) e feijão (2,87%).

Para Honda, o mercado fica muito oscilante quando percebido apenas mensalmente. “A variação pode parecer muito grande quando reparada momentaneamente, mas tem um histórico que justifica cada taxa”, diz.

“Muitos produtos têm sazonalidade bem definida. Batata e cebola, por exemplo, não podem ser colhidos em período de chuva”. Já o arroz teve alta de 3,65% em janeiro, por ser pico da entressafra, segundo o executivo, mas nos últimos 12 meses apresentou queda de 7,22%.

Higiene e limpeza

Os produtos de higiene e beleza subiram 0,93%, enquanto artigos de limpeza tiveram queda de 0,72%. Honda destaca que os produtos industrializados (alimentos e não alimentos) são mais estáveis no varejo, pois não tem dependência de ciclos de produção. “Além disso, a concentração na indústria é grande. Temos cerca de quatro empresas dominando o mercado de higiene e beleza, outras três no setor cervejeiro, tornando possível maior controle de preços.”

No acumulado dos 12 meses, o IPS aponta uma deflação de 0,38% nos preços praticados nos supermercados paulistas. Para Sussumu Honda, o setor supermercadista não deve contribuir, como fez no ano passado, para a deflação nos preços de consumo. “Alguns itens serão reajustados para não dar prejuízo ao produtor, como o leite, que teve queda de 10,81% no acumulado de 2005.”

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