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Mato Grosso do Sul produziu 3,3 bilhões de litros de etanol em 2019/2020

Açúcar volta a ganhar espaço no mix de produção no Estado

MS processou 47,5 milhões de toneladas na safra passada

Mato Grosso do Sul processou 47,5 milhões de toneladas de cana-de-açúcar na safra 2019/2020. A quantidade que é 4% menor comparado à temporada anterior mantém o Estado na quarta posição do ranking de produção de cana no País. Com relação a qualidade da matéria-prima, houve uma leve recuperação de 2% de Açúcares Totais Recuperáveis (ATR) que atingiu 135 kg por tonelada de cana. Os dados foram divulgados hoje pela Biosul (Associação de Produtores de Bioenergia de Mato Grosso do Sul).

Com clima extremamente seco e ocorrência de geada, a temporada foi marcada por falta de chuva e uma colheita acelerada ao longo de 2019 com entressafra antecipada e mais longa no Estado.

Para o presidente da Biosul, Roberto Hollanda Filho, o clima atípico e a intensidade das geadas já indicavam a queda na produção. “Conforme a nossa expectativa os fatores climáticos custaram cerca de 2 milhões de toneladas de cana. O destaque neste ciclo foi a maior destinação de cana para a produção de etanol”, afirma. O mix de produção indicou que 88% da matéria-prima foi direcionada para a produção do biocombustível.

Hollanda, presidente da Biosul: chave estará virada para o açúcar

O Estado produziu 3,3 bilhões de litros de etanol na safra 2019/2020. O volume é 2% maior que a produção da safra anterior e o maior produzido por MS até o momento. Desse total, 2,6 bilhões de litros foram de hidratado (+7,7%) e 672 milhões de litros de anidro (-15,9%).

A produção de açúcar teve a segunda queda consecutiva considerando o período da safra que registrou 730 mil toneladas (-22%). A redução refletiu o mix de produção, que destinou 12% da matéria-prima para a produção do alimento.

Já o excedente de bioeletricidade cogerada a partir do bagaço da cana-de-açúcar em 2019 somou 2.541 GWh (Gigawatt-hora). A quantidade é 1,7% menor que o excedente cogerado nas usinas no mesmo período do ano anterior, quando foi 2.586 GWh. Os dados são da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).

Safra 2020/2021 tem início mais lento em MS

O Estado processou 12,4 milhões de toneladas de cana até o dia quinze de junho. A quantidade é 16% menor comparada ao ciclo anterior que se aproximou dos 15 milhões de toneladas. A qualidade da matéria-prima, no entanto, é 4,6% melhor que no ano passado, com 129,02 kg de ATR/TC (Açúcares Totais Recuperáveis por Tonelada de Cana).

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Neste ciclo 18 unidades estão em operação no Estado e iniciaram a moagem dentro dos respectivos cronogramas previstos. “A redução na velocidade do processamento da cana já era esperada diante do cenário de pandemia que estamos enfrentando”, afirma o presidente da Biosul.

A produção de etanol foi de 700 milhões de litros, 25% menor comparado ao mesmo período da safra passada. Desses, 575 milhões de litros são de etanol hidratado (-23%) e 124 milhões de litros de anidro (-32%).

Já a produção de açúcar registrou saldo positivo. Foram 404 mil toneladas do alimento produzidas até 15 de junho, alta de 66% comparada ao mesmo período do ciclo passado quando produziu 243 mil toneladas do adoçante.

No mix de produção, 74% da matéria-prima processada foi destinada para a produção de etanol, enquanto 26% para o açúcar. “Uma retomada natural na produção do açúcar diante da queda na demando por combustível, sendo o etanol ainda o principal produto do Estado”, explica Hollanda.

Queda nas vendas do biocombustível chegou a 41%

Queda nas vendas de etanol

Acompanhando a situação de pandemia no País, as usinas do Estado registraram queda nas vendas de etanol. Em abril, foram comercializados de 148 milhões de litros do biocombustível, volume 55% menor comparado ao mesmo período do ano passado. No mês de maio, sinalizando uma leve recuperação, foram vendidos 223 milhões de litros, volume 30% menor comparado a maio de 2019. No acumulado de abril a 15 de junho, o percentual de queda nas vendas do biocombustível chegou a 41% comparado ao mesmo período do ano anterior, com a saída de 493 milhões de litros de etanol do Estado.

“Importante ressaltar que todas as unidades sucroenergéticas em operação no Estado são autossuficientes na produção e consumo de energia elétrica cogerada a partir do reaproveitamento do bagaço da cana-de-açúcar extraído da produção de etanol e açúcar. Dessas, treze exportam o excedente da energia cogerada a partir da cana para o Sistema Interligado Nacional (SIN). Atualmente, a capacidade de produção instalada no Estado é de 1.200 MW”, conclui Hollanda.

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