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Marina Silva se reúne com empresários do setor

Marina Silva quer quebrar estigma contra o setor
Marina Silva quer quebrar estigma reacionário ao agronegócio

A candidata à Presidência da República, Marina Silva, visitará hoje, 28 de agosto, às 14h, a Fenasuro 2014. A presidenciável se reunirá com as lideranças do Centro Nacional das Indústrias do Setor Sucroenergético e Biocombustíveis (Ceise Br), da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica) e da Organização de Plantadores de Cana da Região Centro-Sul do Brasil (Orplana), para ouvi-los sobre as demandas do setor e apresentar propostas de seu plano de governo ao líderes da agroindústria canavieira. “Acredito que a visita de Marina Silva  “quebrará o gelo” com o setor e  pode mudar o estigma de que a candidata é reacionária ao agronegócio”, afirma Antonio Eduardo Tonielo Filho, presidente do Ceise Br.

Tonielo filho, conta que no dia 29 de maio, o então candidato à Presidência pelo Partido Socialista Brasileiro (PSB), Eduardo Campos, esteve na sede  Unica, em São Paulo para apresentar a entidade suas propostas de apoio ao setor. Na ocasião o presidente do Ceise Br, o convidou para conhecer a Fenasucro e o trabalho da indústria de base. “Quando o convidei, quis mostrar a ele o outro lado da cadeia produtiva, que são os fabricantes de equipamentos de alta tecnologia, que dão produtividade e eficiência às usinas, e o Eduardo se comprometeu a ter uma reunião com os empresários do setor. Uma semana antes do acidente que o vitimou, ele confirmou sua presença na data de hoje.  Marina vem com o mesmo intuito, dialogar com o s fabricantes”, explica.

Pauta da reunião

Estarão em pauta na reunião: valor de carga tributária para exportação de equipamentos, dificuldade na logística portuária e incentivo a energia elétrica derivada da biomassa da cana-de-açúcar. “Perdemos vendas no exterior por conta da concorrência dos fabricantes de equipamentos da China e da Índia, que possuem em seus benefícios: metade do valor da carga tributária em relação às empresas brasileiras, que é desigual por conta da produção baseada em trabalho escravo, e do nosso custo de exportação, que ficou caro, graças à crise que o setor enfrenta. Estes entraves  fizeram com que usinas brasileiras adquirissem caldeiras chinesas, dada a vantagem do preço, mesmo contando com equipamento de ponta no Brasil”, ressalta Tonielo Filho.

De acordo com o presidente do Ceise Br, a logística portuária é outro agravante. “Houve uma empresa de Sertãozinho que deixou de exportar equipamentos por burocracia portuária. A empresa levou 80 dias para fabricar a peça e ela ficou 70 dias alocada no porto aguardando a finalização dos tramites para embarcar. Enquanto isso, uma empresa mexicana concorrente, fabricou a mesma peça e concluiu a venda para o cliente da empresa brasileira, porque o equipamento  ficou somente três dias no porto aguardando o embarque”, conta.

Para Tonielo Filho o incentivo a energia da biomassa da cana é outra medida primordial para uma nova gestão presidencial. “No leilão A-5 que será realizado em setembro teremos 27 projetos de biomassa inscritos. Queremos a criação de um leilão independente da energia eólica, porque se comercializarmos há um preço de no mínimo 200 reais por MW/h, os projetos serão viáveis. Com isso, logo no mês seguinte, as vendas de caldeiras, geradores e turbinas, voltarão a se aquecer”, afirma.

 

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