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Marcos Jank define metas para a Unica

O novo presidente da Unica (União da Indústria da Cana-de-Açúcar), Marcos Jank, definiu as metas para sua gestão à frente da entidade, Segundo Jank, os tópicos eleitos foram demanda, competitividade e sustentabilidade. Marcos Jank assume hoje no lugar do executivo Eduardo Pereira de Carvalho, que assumiu o cargo em 2000. Carvalho permanecerá ligado ao setor produtivo de açúcar e álcool.

Jank, por sua vez, disse que, no caso da demanda, é fundamental procurar reduzir a volatilidade de preços por meio de instrumentos de mercado – entre eles, contratos de longo prazo – e estimular a bioeletricidade no mercado interno.

Quanto ao mercado externo, salientou a importância de combater o protecionismo, aumentar as exportações de açúcar e álcool – principalmente aos Estados Unidos, União Européia e Ásia –, e padronizar o etanol para que este se torne uma commodity global. Para reforçar a presença brasileira no cenário internacional, Jank propôs desenvolver estruturas de representação dos interesses do setor em Washington (EUA), Bruxelas (UE), e Ásia (Japão, Índia e China), além de insistir nos diferenciais de custo, produtividade e balanço energético e ambiental do etanol de cana-de-açúcar.

Em relação à competitividade, Jank destacou a importância de incentivar políticas e ações que melhorem a infra-estrutura logística no país, diante da expansão do setor, bem como a unificação da alíquota de ICMS. Outro aspecto ressaltado por Jank foi a tecnologia, no campo da competitividade. “É preciso desenvolver variedades adaptadas às novas áreas de produção, à mecanização, na área agrícola, e, na área industrial, reduzir o consumo interno de energia, avançar o processo de co-geração por meio de caldeiras de alta pressão, além de desenvolver tecnologia para a produção de etanol a partir da palha e do bagaço da cana”, disse Jank.

No campo da sustentabilidade ambiental, Jank citou a antecipação do prazo para o fim da queima controlada, a divulgação dos benefícios ambientais do etanol de cana. No caso da sustentabilidade social, defendeu a eliminação gradual da terceirização no corte manual da cana, a articulação com o poder público e representantes sindicais, visando qualificar os trabalhadores, diante do avanço da terceirização. Quanto à responsabilidade corporativa, o futuro presidente da Unica falou do programa da entidade com órgãos internacionais, como o Instituto Banco Mundial, e da elaboração do manual de melhores práticas.

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