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Manejo integrado é alternativa para ganho de produtividade no canavial

Ferramenta possibilita reduzir custos de produção e gerar sustentabilidade no negócio

A produtividade agrícola é indicada por muitos especialistas como o fator mais importante para a redução de custo. E isso é levado a sério por algumas unidades e produtores, que utilizam a combinação sinérgica entre manejo biológico e químico para conseguir bons resultados na lavoura. No caso da cana-de-açúcar, a queda nos gastos pode chegar a 15% quando comparados com outras técnicas de cultivo.

Michel da Silva Fernandes, diretor da MS Fernandes Consultoria e integrante do conselho técnico da a Usina Cerradão, de Frutal/MG, é defensor do uso do manejo integrado da cana-de-açúcar com associação de controle biológico com químico. “Quando há necessidade de um controle drástico, o químico deve ser utilizado e o biológico, em uma situação mais controlada e o manejo dos dois quando existem os dois casos. Nós fazemos parte de vários testes, vários trabalhos biológicos e utilizamos desde nematicidas até Trichogramma galloi no controle de broca na cana-de-açúcar”, explicou.

Fernandes afirma que, para ter e manter altas produtividades nos canaviais da Cerradão, um dos pontos principais para a virada de chave para o salto de produtividade começa com um preparo e plantio bem feitos.

Prática do manejo é adotada por usinas

Filho: prática do manejo integrado aumentou o TCH e o ATR

Com oito unidades agroindustriais, localizadas nos estados de São Paulo, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul, a Biosev desenvolve diferentes ações para garantir a produtividade, qualidade e longevidade do canavial. De acordo com Carlos Daniel Berro Filho, diretor agrícola da companhia, entre as estratégias adotadas pela empresa, está o manejo biológico e orgânico.

O aumento da produtividade agrícola (TCH), no teor de açúcar (ATR) e na longevidade do canavial é umdos benefícios proporcionados pelo uso da prática. “Observamos também melhor aproveitamento/eficiência dos nutrientes aplicados, aumento da eficiência global, o que reduziu custos e aumentou a produção e a sustentabilidade da produção. Além disso, foi possível fazer o reaproveitamento dos resíduos agroindustriais na forma de fertilizantes, reduzindo custos”, relatou.

Segundo o engenheiro, o manejo orgânico é feito com o uso de composto torta-de-filtro e cinzas no sulco de plantio e soqueira. É feita a utilização de cama-de-frango na adubação e alocação de vinhaça por aspersão e localizada em praticamente toda área de soqueira. Também é feito o uso de rotação de cultura com leguminosas e preparo de solo reduzido para manutenção da matéria orgânica e estrutura do solo e a manutenção da palhada sobre o solo após a colheita para incremento de matéria orgânica e manutenção da umidade e temperatura.

No caso do manejo biológico, o diretor relata que é feito o incremento de microbiota de solo através da associação de fertilizantes orgânicos e aplicação de microrganismos no plantio e na soqueira. “É feito o uso associado do controle biológico no manejo integrado de pragas como broca, cigarrinha e sphenophorus, através de inimigos naturais como Cotesia flavipes, Metarhizium anisopliae e Beauveria bassiana”, conta.

 

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