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Manejo biológico é nova fronteira para produtividade da cana 

Condicionador biológico melhora a eficiência fisiológica do solo e incrementa a produtividade

“O manejo biológico do sistema agrícola é a nova fronteira para a alta produtividade da cana-de-açúcar”. A afirmação é do professor titular da UNESP de Botucatu, Carlos Crusciol, durante sua palestra no CANABIO23, que ocupou, nesta quarta e quinta-feira (24 e 25), as dependências do Centro de Cana IAC, em Ribeirão Preto – SP.

Com o tema “Condicionador biológico de solo melhora a eficiência fisiológica e de uso da água e incrementa a produtividade da cana-de-açúcar”, o professor Crusciol avalia que os bioinsumos compostos por um pool de microrganismos benéficos podem melhorar o equilíbrio biológico do solo.

De acordo com o professor, o “emprego desta tecnologia pode melhorar a eficiência do uso de fertilizantes, promover a conservação do solo e aumentar a produtividade da cana-de-açúcar de forma sustentável”.

O professor destaca a alta biodiversidade de microrganismos exclusivos e adaptados ao local de uso. “São uma média de 300 grupos diferentes de microrganismos, de 107 a 109 células de microrganismos/mL.

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No experimento apresentado por Crusciol durante a palestra, o condicionador biológico de solo alterou parâmetros fisiológicos da cana-de-açúcar, contribuindo para a maior assimilação e menor concentração de CO2 na câmara subestomática, aumentando, assim, a eficiência de carboxilação. Além disso, aumentou a eficiência do uso da água, proporcionando maior fotossíntese líquida.

O estudo foi feito a partir do uso do adubo biológico produzido com MICROGEO®, que utiliza a tecnologia exclusiva de Compostagem Líquida Contínua (CLC) para nutrir, regular e manter a produção contínua do adubo biológico. A solução da Microgeo é única no mercado, pois não apenas fornece nutrientes, mas também maneja e restabelece o microbioma do solo, possibilitando sua aplicação em qualquer cultura e condições climáticas.

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“O condicionador biológico de solo contribuiu para o aumento da atividade enzimática da fosfatase ácida do solo no primeiro ano e das 3 enzimas indicadoras da qualidade microbiológica do solo no segundo ano (fosfatase ácida, beta glucosidase e aril-sulfatase)”, explicou o professor.

Os resultados indicaram ainda que no primeiro ano, o condicionador biológico de solo incrementou a TCH na ordem de 10% (11 t colmos ha-1), e 8% para a TAH (1,2 t açúcar ha-1).

No segundo ano, o incremento de produtividade foi ainda mais pronunciado, na ordem de 18% para TCH (17 t colmos ha-1), e 19% para a TAH (2,5 t açúcar ha-1).

Com base nesse estudo, o professor Crusciol conclui que o uso continuado do condicionador biológico de solo proporciona: melhoria da qualidade química e microbiológica do solo, maior número de colmos industrializáveis por metro e maior produtividade de colmos e açúcar.

 

 

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