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Maílson descarta tendência negativa do setor

O baixo dinamismo do agronegócio brasileiro verificado no ano passado não é uma tendência. A avaliação é do sócio-diretor da Tendências Consultoria, Maílson da Nóbrega. “Certamente o desempenho da agricultura em 2005 ficou abaixo do seu potencial e pode ter sido influenciado pelo cambio desfavorável. Eu acho que seguramente o setor teria potencial de ter crescido acima de 3%, mas isso não significa que o segmento não possa se recuperar este ano”, ponderou.

Para o especialista, o agronegócio brasileiro vem ganhando crescente produtividade, fator que permite ao setor manter a sua competitividade, ainda que o real esteja super valorizado ante ao dólar. Para Maílson, a agropecuária do País deve crescer 4% em 2006, acima do Produto Interno Bruto (PIB), estimado em torno de 3,5%.

Para o analista da Safras & Mercado, Gil Barabac, as expectativas para o mercado de grãos para este ano não são positivas, já que o dólar continua depreciado em relação ao real e os preços das comoddities internacionais, como os da soja, milho, trigo, arroz, não estão ajudando em função de uma oferta maior.

Por outro lado, ressaltou que as culturas do café, açúcar e álcool, cujos preços devem continuar favoráveis, devem suavizar as perdas do setor agrícola em 2006. Segundo Barabac, os preços do café – cultura que no momento se encontra em entressafra – estão sendo cotados na Bolsa de Nova York acima dos níveis históricos. Mesmo para o período de safra, que vai de maio a setembro, o economista da Safras & Mercado não vê fortes mudanças no preço do café, já que os estoques mundiais não estão elevados.

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