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Lula volta a atacar subsídios dos países ricos durante encontro

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu nesta terça-feira, no Palácio do Planalto, o presidente de Angola, José Eduardo dos Santos, com quem assinou seis acordos de cooperação nas áreas de geologia e mineração, administração pública, sanitária, jurídica, transferência de pessoas condenadas e tratado de extradição. Em discurso, Lula voltou a atacar os subsídios concedidos pelos países ricos e falou das vitórias obtidas recentemente contra os subsídios ao açúcar europeu e ao algodão americano. Segundo Lula, cada vitória como essa mostra que os dois países querem deixar às futuras gerações um sistema comercial fundado na competitividade, e não na fome e na miséria.

– Juntamos forças contra as iniqüidades provocadas por políticas protecionistas dos países desenvolvidos. Acabamos de vencer mais uma importante questão na Organização Mundial do Comércio contra os subsídios impostos pela União Européia ao açúcar e pelos Estados Unidos ao algodão. Cada vitória nossa nos foros multilaterais é a vitória da competência e da determinação dos pequenos produtores agrícolas que sustentam a economia de muitos países mais pobres – afirmou.

Lula disse ter confiança de que as eleições do ano que vem no país africano vão reafirmar o desejo dos angolanos de reconstruir o país por meio do diálogo democrático, depois de anos de guerra civil. Disse ainda que o Brasil está aumentando significativamente suas linhas de crédito para exportações de bens e serviços brasileiros para Angola, para que o país tenha, a partir deste ano, recursos à altura da necessidade de reconstrução nacional.

– O continente africano pode contar com o Brasil nesse esforço que une os dois lados do Atlântico. Compartilhamos com Angola um sentimento único de irmandade étnica e de afinidade cultural. Mas também somos unidos à África por uma solidariedade ainda mais fundamental – disse Lula.

Segundo Lula, em 2003 o Brasil contribuiu para a pacificação da República Democrática do Congo, passo fundamental para os destinos de Angola e de toda a África subsaariana e colaborou com Angola na estabilização de Guiné-Bissau e do Timor Leste.

Depois do encontro no Planalto, os dois seguiram para o Itamaraty, onde Lula oferece um almoço ao presidente angolano.

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