fbpx

Lucro líquido de companhia tem redução de 62,1% no 2º tri     

EBITDA ajustado da empresa alcançou R$ 976 milhões

A Raízen Energia encerrou o 2T’21 com 28 milhões de toneladas de cana moída, o que representa 3% a mais do que o realizado no mesmo período do ano passado.

O ATR superior, combinado ao melhor yield (TCH) dos canaviais, impulsionaram a produtividade média do canavial no período, que atingiu 11,2 toneladas de ATR/há, (+13%).

De acordo com a empresa, o menor volume de chuvas do período permitiu a aceleração da moagem combinado com a maior produtividade, contribuíram para aumentar em 6% a produção de açúcar equivalente, alcançando 3,8 milhões de toneladas. O mix de produção seguiu priorizando o açúcar (54% versus 50% no 2T’20), conforme planejamento para o ano-safra, a fim de capturar o cenário mais atrativo de preços da commodity.

O lucro líquido da companhia no segundo trimestre de 2021 foi de R$ 30,2 milhões, ante R$ 79,6 milhões um ano antes, o que representa uma redução de 62,1%. O EBITDA somou R$ 1,341 bilhão, uma elevação de 37,9% em relação ao segundo trimestre do ano passado.

LEIA MAIS > Raízen e alemã RWE estudam novo combustível para produção de energia

O EBITDA ajustado alcançou R$ 976 milhões (+15% versus 2T’20), expansão explicada pelo maior volume de vendas de açúcar próprio, em linha com o plano de comercialização da safra, melhores preços médios de açúcar e etanol no trimestre, refletindo a estratégia de proteção de preços em Reais da Raízen e ganhos de eficiência capturados no menor custo unitário (ex-CONSECANA).

Já a receita líquida teve redução de 5%, alcançando R$ 7,3 bilhões no 2T’21. No caso do açúcar, a receita líquida expandiu significantemente na comparação entre períodos e alcançou R$ 2,4 bilhões, explicada pelo maior volume total vendido do produto, tanto próprio quanto revenda, e melhor preço médio (R$ 1.406/ton, +22%), refletindo a estratégia de precificação (hedge) da Raízen.

Receita líquida expandiu na comparação entre períodos e alcançou R$ 2,4 bilhões

No caso do etanol, a receita líquida foi de R$ 2,6 bilhões (-15%) no trimestre, devido ao menor volume de vendas (-20%) com preço médio superior ao mesmo período da safra anterior (R$ 2.301/m³, +5%).

Já a energia elétrica teve receita líquida pela comercialização de energia elétrica atingiu R$ 587 milhões (-49%) no trimestre. Outros produtos e serviços obtiveram receita líquida de R$ 1,7 bilhão (-41%) no 2T’21, composta por importação de derivados e outros produtos e serviços.

O custo dos produtos vendidos somou R$ 6,4 bilhões (-10%) no trimestre, em função principalmente do menor volume de revenda e trading de etanol e energia elétrica. O custo caixa unitário dos produtos próprios vendidos, em açúcar equivalente, atingiu R$ 735/ton no 2T’21 (+2%). Quando ajustado pelo impacto do custo médio do CONSECANA do período, que afeta o custo da cana-de-açúcar fornecida por terceiros e dos arrendamentos de terras, o custo caixa unitário de vendas seria de R$ 683/ton (-5%).

LEIA MAIS > Bolsonaro inaugura primeira planta de biogás da Raízen

A importante redução é explicada pela melhor produtividade do canavial, contribuindo para uma maior diluição de custos, e pela captura de eficiências nas operações.

As despesas com vendas, gerais e administrativas foram de R$ 501 milhões (+33%) no 2T’21, resultado de maiores gastos com logística e fretes, oriundos do maior volume de açúcar vendido – próprio e originação, e inflação no período.

Empresa investiu principalmente em ativos biológicos

A companhia informou ainda que fez investimentos da ordem de R$ 422 milhões, principalmente em ativos biológicos. O aporte foi -21% menor do que o mesmo período do ano passado, devido ao menor gasto com projetos diversos, reflexo da concentração de investimentos em infraestrutura para armazenagem de açúcar no 2T’20. Como também, postergação de gastos em plantio, dado o clima mais seco no período.

LEIA MAIS > Liminar que reduz metas do RenovaBio é suspensa

De acordo ainda com a Raízen, o custo da dívida líquida de R$ 113 milhões comparados a R$ 101 milhões no 2T’20 se deve ao aumento do endividamento líquido no período. “Os outros encargos e variações monetárias foram negativos em R$ 140 milhões no 2T’21, sobretudo devido a efeitos da variação cambial sobre saldos não designados como hedge accounting”.

 

Inscreva-se e receba notificações de novas notícias!

você pode gostar também

Deixe uma resposta

Seu endereço de email não será publicado.

dezesseis − nove =

X