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Lideranças do Nordeste iniciam ofensiva contra entrada de etanol dos EUA

Confira ações que deverão ser colocadas em prática

Planta de etanol de milho nos EUA (Foto: David Mark from Pixabay)

Lideranças do setor sucroenergético do Nordeste do País começam uma ofensiva contra a entrada do etanol isento de tarifas dos EUA.

Desde dia 1º deste mês, decisão do Governo Federal permite a entrada de 750 milhões de litros de biocombustível dos Estados Unidos sem pagamento de impostos.

Essa importação, que tem validade de 12 meses, tinha teto de 600 milhões de litros até 31/08 último.

Mas o volume isento de impostos foi ampliado em 150 milhões de litros por decisão do Governo.

 

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A entrada de etanol dos EUA há muito é criticada pelas lideranças do setor no Nordeste.

Isso porque é nessa região que entra a maioria do biocombustível importado.

“O Nordeste recebe 90% desse etanol”, afirma Alexandre de Andrade Lima, presidente da Federação dos Plantadores de Cana do Brasil (Feplana).

Ele também preside a Associação dos Fornecedores de Cana de Pernambuco (AFCP).

Na última segunda-feira (09/09), lideranças do Nordeste definiram uma série de ações durante encontro em Recife.

Confira as ações que integram a ofensiva das lideranças:

1 – Será cobrada uma contrapartida do Governo Federal para com os fornecedores de cana

2 – Reunião com a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, com o objetivo de explicar os prejuízos que o etanol dos EUA traz para a indústria e para os fornecedores de cana

3 – No âmbito estadual, serão feitas reuniões com os governadores. Objetivo: pedir taxação do etanol importado dos EUA

4 – A maior entrada de etanol sem imposto dos EUA gera concorrência desleal.

E não favorece a exportação de açúcar, cuja cota anual segue em 177,75 mil toneladas

5 – A cota de isenção do açúcar nos EUA é seis vezes menor que a liberada para o etanol americano

 

 

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