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Leitão propõe criação de subcomissão para continuar debate da cana-de-açúcar

Segundo o plano de Zoneamento Agroecológico da cana, atualmente 81,5% do território nacional possui proibição para o plantio. Leitão defende que os produtores não desejam derrubar árvores e desmatar a Amazônia, pelo contrário, buscam um aproveitamento de áreas degradadas, ou seja, produzir em terras de segundo plantio.

“A resolução do Conselho Monetário Nacional que impede a concessão de crédito é um abuso. Veta regiões sem nenhum tipo de estudo ou pesquisa. Vetar a Bacia Amazônica significa engessar toda uma reunião, ou seja, o produtor pode plantar soja, algodão, milho, mas não pode plantar cana. Qual que é o critério técnico disso? Nenhum”, diz Leitão.

Presente na audiência, o ex-ministro da Agricultura e atual deputado federal, Reinhold Stephanes (PSD/PR), disse que o veto nada mais é do que “uma proibição estritamente política”. Stephanes esclarece que durante seu mandato como ministro esteve presente em diversas reuniões, no país e no exterior, e não existem motivos para a proibição.

“Para que a proibição seja aceita é preciso que o governo forneça explicação científica, de nada adianta simplesmente proibir sem que seja elaborado um estudo técnico. Tudo indica que existem áreas que podem ser liberadas sem prejudicar o Bioma Amazônico. Sabemos que é totalmente possível liberar o cultivo”, explica o ex-ministro.

De acordo com dados apresentados na reunião, o Brasil importa a quantia de 1,5 bilhões de reais em Etanol dos Estados Unidos. “É um absurdo saber que temos todo o potencial para produzir e estamos gastando comprando. Nós não queremos que a produção de cana seja para derrubar árvores. Queremos a liberação de áreas de segundo plantio para que o produtor tenha essa alternativa da cana”, esclarece o deputado.

Para o deputado Moreira Mendes (PSD/RO) o veto imposto pelo governo é uma maldade com o Brasil. “Gostaria de entender o porquê dessa discriminação com a Amazônia. O que o país ganha com isso? Dizer que não se pode plantar em áreas degradadas é um absurdo!”.

Com o êxito da audiência, Nilson Leitão propôs que a Comissão de Agricultura crie uma Subcomissão para dar continuidade ao debate. “Proponho aos demais parlamentares presentes que criemos uma subcomissão, com o prazo determinado de 180 dias, para continuar debatendo esse assunto tão polêmico e importante que não pode ser esquecido”, defende Leitão.

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