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Kit quantifica contaminação da fermentação em menos de uma hora

2011-10-06 Auditoria USF Microbiologia 008

Tendo em vista que o único caminho para o setor superar a atual crise é obter ganhos de eficiência e de rentabilidade, de preferência no curto prazo, a Procana Brasil passa a divulgar novas tecnologias e metodologias que apresentam ganhos comprovados para as usinas e destilarias brasileiras, mas que ainda eram pouco divulgados. Este portfólio de cases de sucesso foi denominado Pró-Usinas.

Considerada uma área muito sensível para a produção de etanol e que ainda apresenta grande potencial de melhoria, a área de fermentação contempla a primeira inovação divulgada pelo Pró-Usinas. Trata-se de um kit de diagnóstico rápido, denominado Kit MC, que permite quantificar em até 30 minutos a contaminação bacteriana nos caldos do processo fermentativo, como mosto, fermento (cuba tratada e não tratada) e dorna de fermentação.

De acordo com o biomédico-microbiologista especializado em Desinfecção Industrial, prof. Mário César Souza e Silva, responsável pelo desenvolvimento do kit, a quantificação ajuda a calcular o volume de antimicrobianos e antibióticos a serem aplicados corretamente. “O caldo do processo fermentativo possui sacarose a ser convertida pelas leveduras em açúcar ou etanol, mas essa sacarose também pode servir de alimento para outros competidores (bactérias contaminantes da fermentação). Com a perda dessa sacarose a usina toma prejuízo. Então quanto mais rápido quantificar o nível de contaminação e corrigi-la, menor será a perda”, analisa.

Ele cita como exemplo uma dorna de fermentação de 1 milhão de litros, nas condições normais de processo de fermentação com um controle microbiológico. “Essas leveduras produzem 10% de etanol, então em uma rodada (entre 8, 10 ou 12 horas) são produzidos 100 mil litros de álcool. Quando não existe esse controle, essa mesma dorna ao invés de produzir 10% produzirá 7%. Assim, em um período em 10 horas, por exemplo, a usina terá um prejuízo de 30 mil litros. Considerando que a tendência é que esta baixa eficiência persista durante a maior parte da safra, o prejuízo pode alcançar alguns milhões de reais para a usina”, reforça. A este prejuízo pode somar-se os gastos excessivos com a administração indiscriminada, e muitas vezes abusiva, de antimicrobianos e antibióticos, por falta de uma quantificação correta da contaminação.

A solução cromogênica do Kit MC é composta por pigmentos exógenos precursores de cor azulada (Indicador Cromogênico) e a caixa contém 36 tubos de 5 mL de solução cromogênica cada, 6 pipetas de Pasteur descartáveis e um Gabarito de Cores.Cada kit custa entre R$ 200,00 e R$ 300,00, dependendo da quantidade adquirida.

Usinas comprovam eficácia do produto

Teste do Kit MC, na Usina Vale do Tijuco: aprovado
Teste do Kit MC, na Usina Vale do Tijuco: aprovado

Diversas unidades que já testaram o Kit de diagnóstico rápido MC, ou que já o utilizam, comprovaram a sua eficiência. A Usina CerradinhoBio  já o utilizou no ano passado e está em processo de compra dos Kits. Sidmara da Silva, analista de processos industriais da unidade, afirma que deverá utilizar o Kit mensalmente. “Os testes foram muito bons já que em 15 minutos consegui quantificar o nível de contaminação da fermentação nas dornas e nas cubas. O resultado é muito confiável, comparando com a microscopia e petrifilm”, lembra.

Ela recomenda inclusive o uso do Kit no laboratório de PCTS – Pagamento de Cana Por Teor de Sacarose, para avaliação do caldo que está entrando na usina. “Eu estive em uma palestra do professor Mário e utilizo os seus ensinamentos na usina, com isso obtivemos resultados interessantes. Dá para fazer um rastreamento muito eficiente. O seu uso é muito importante, pois para cada potência de bactéria no processo perde-se um ponto na eficiência final”, avalia.

Maria Angélica Garcia, biomédica especializada em microbiologia industrial da Usina Santa Adélia, explica que o teste do Kit foi muito positivo nas três unidades do Grupo. “É muito prático e o resultado sai rápido. Esse tipo de análise não pode demorar, por isso em poucos minutos descobrimos o nível de contaminação da fermentação. Eu recomendaria a todas usinas, principalmente para quem não tem condições de fazer o plaqueamento. Esse Kit é maravilhoso e o resultado é preciso”, afirma.

Silvana Lima, técnica em química da Usina São Francisco (Balbo), diz que o Kit MC é muito interessante. “Foi ótimo o teste com o Kit, pois facilita o dia a dia dos laboratórios. Gostei muito do sistema de cores e da rapidez do resultado, por isso está aprovado”, revela.

Maria Angélica Garcia (ao fundo), da Usina Santa Adélia: “Recomendo o kit a todas as usinas, pois é prático e o resultado é rápido e preciso”
Maria Angélica Garcia (ao fundo), da Usina Santa Adélia: “Recomendo o kit a todas as usinas, pois é prático e o resultado é rápido e preciso”

Segundo o professor Mário César, o Kit surgiu da necessidade existente na área de microbiologia para realização de diagnostico rápido com quantificação e com baixo custo. “O setor sucroenergético estava jogando fora algumas ferramentas especiais, como é o caso do plaqueamento, por causa da demora desse método em apresentar o resultado. Como Microbiologista Clínico e Imunologista, conhecia a metodologia chamada cromogênica utilizada na área médica e investi de 2009 até 2012, testando a metodologia em várias usinas de todo Brasil”, diz.

A metodologia do Kit MC foi validada por plaqueamentos com caldo para a série de diluições, corrigidos de acordo com as exigências ambientais e nutricionais das bactérias fermentadoras encontradas no processo industrial, originando o gabarito de cores. “Os principais grupos produtores já realizaram testes validando a eficiência do Kit MC”, finaliza.

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