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Jalles Machado faz captação para amortizar dívida

Dona de duas usinas sucroalcooleiras em Goiás, a Jalles Machado, controlada pelo Grupo Otávio Lage, já se preparou para a próxima safra. A companhia tem planejado o cumprimento de todas as amortizações de sua dívida para o ciclo 2017/18 e está com a maior parte de sua produção de açúcar esperada para o período com o preço de venda fixado. Ontem, a empresa anunciou que captou R$ 135 milhões com sua segunda emissão de Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA), que teve uma demanda de quase duas vezes acima da oferta inicial de R$ 100 milhões e emissão de lotes adicional e suplementar. “Com as captações que a empresa está concluindo até dezembro, já estamos com a safra 2017/18 inteira com caixa suficiente para garantir as amortizações”, afirmou Rodrigo Siqueira, diretor financeiro da Jalles Machado.

Com a captação, a companhia ganha fôlego tanto em relação ao prazo quanto ao custo da dívida, atualmente em torno de 10%. Parte do recurso também será usado como capital de giro. Esse arranjo ainda permite que a empresa comece a programar o cumprimento de suas amortizações referentes à safra 2018/19, segundo Siqueira. Além disso, a companhia também buscou antecipar o máximo possível sua comercialização de açúcar da próxima safra, aproveitando a disparada de preços da commodity em reais meses atrás. Até o momento, a Jalles Machado fixou o preço de 66% do açúcar que espera produzir ao longo do ciclo 2017/18, ou 136 mil toneladas, a um valor médio de R$ 1.540 por tonelada. A fixação foi feita antes de os preços começarem a se desidratar no mercado internacional. Com a recente desvalorização na bolsa de Nova York, os preços do açúcar em reais relacionados aos vários contratos de entrega para o decorrer de 2017 estão entre R$ 1.350 e R$ 1.438 a tonelada. A forte aposta na comercialização da commodity também foi possível porque a companhia espera concluir em maio a construção de uma fábrica de açúcar anexa à unidade Otávio Lage, em Goianésia, que hoje só produz etanol.

A unidade, que demandou aporte de R$ 55 milhões, começou a ser erguida em setembro deste ano. As duas usinas da Jalles Machado já encerraram a moagem da safra atual com 3,8 milhões de toneladas de cana, 5,6% abaixo da perspectiva inicial, por causa da baixa pluviosidade na região. Nos dois trimestres em que as unidades operaram, a companhia teve um lucro líquido de R$ 19 milhões e uma receita líquida de R$ 364 milhões. Em 12 meses, o Ebitda ajustado aumentou 6%, para R$ 566 milhões, o que ajudou a alavancagem a cair para 1,4 vez no fim de setembro, ante 2,3 vezes um ano atrás.

As informações são do Valor.

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