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IPC-S sobe apenas 0,01% e FGV já prevê deflação

A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor-Semanal (IPC-S) subiu 0,01% na quadrissemana encerrada em 22 de maio. Foi a menor taxa registrada desde a terceira semana de setembro de 2005 e idêntica à registrada na quarta semana de fevereiro deste ano. A informação é do economista da Fundação Getúlio Vargas (FGV), André Braz.

O resultado do IPC-S, divulgado ontem, ficou abaixo do piso das estimativas dos analistas do mercado financeiro ouvidos pela Agência Estado, que esperavam um resultado entre 0,05% a 0,25%, e abaixo da mediana das expectativas (0,17%). Na quadrissemana encerrada em 15 de maio, a alta tinha sido de 0,20%.

O economista calculou, a partir da exclusão das principais quedas e das mais significativas elevações de preço no varejo, uma espécie de “núcleo de inflação provisório” do IPC-S, que fixou em 0,26%. “É um patamar favorável, e abaixo da média registrada nos núcleos, que tem girado em torno de 0,30%”, afirmou ele. “Isso só demonstra que não há descontrole inflacionário e andamos em uma boa fase nos preços ao consumidor”, enfatizou.

Contudo, também não há um movimento generalizado de desaceleração de preços no varejo. Braz observou que a queda na taxa divulgada ontem foi provocada por produtos específicos: alimentos in natura (-0,29%) e álcool combustível (-11,12%). “Se fossem excluídos os alimentos in natura e o álcool do cálculo do IPC-S, a taxa teria subido 0,21%, e não 0,01%”, afirmou

Estes itens, de acordo com a FGV, explicam as deflações registradas nos grupos Alimentação (-0,29%) e Transportes (-0,51%).

Dos sete grupos que compõem o indicador, cinco registraram desaceleração no ritmo de alta ou até queda nos preços no período analisado. É o caso, além dos dois já citados, de Habitação (0,26%), de Vestuário (0,45%) e de Saúde e Cuidados Pessoais (0,80%). Os outros dois grupos registraram aceleração ou deflação menos intensa: Educação, Leitura e Recreação (-0,49%) e Despesas Diversas (0,17%).

Maiores altas

Por produtos, as altas mais expressivas foram: empregada doméstica (4%); plano e seguro saúde (0,93%); e tomate (7,74%). As mais expressivas quedas foram: álcool combustível (-11,12%); batata-inglesa (-10,56%) e mamão da amazônia-papaya (-11,84%).

No mês, o IPC-S deve fechar com taxa próxima a de 0,01% “ou até menor do que isso”, diz Braz. O técnico não descartou a possibilidade de uma deflação. Segundo ele, o movimento de queda nos preços do álcool deve continuar ou até mesmo se intensificar, na próxima apuração do indicador. Além disso, os alimentos in natura, de grande peso na formação do IPC-S, seguem trajetória forte de queda.

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