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IPC da Fipe sobe para 0,49%, maior inflação desde janeiro

A inflação do município de São Paulo subiu para 0,49% na terceira quadrissemana de maio –período de 30 dias terminado em 23/05–, segundo dados do IPC (Índice de Preços ao Consumidor), da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, da USP).

A taxa, que vem subindo desde o início de abril, é a maior registrada desde janeiro, quando o IPC ficou em 0,65%.

Em igual período de abril, o IPC-Fipe havia registrado alta média de 0,17% nos preços. Já na divulgação da semana passada, referente à segunda quadrissemana de maio (30 dias encerrados em 15/05), a taxa ficou em 0,39%.

O resultado da terceira quadrissemana ficou acima das expectativas de analistas, que projetavam variação mínima de 0,35% e máxima de 0,42% para o IPC-Fipe do período.

Nos últimos 30 dias, a maior alta foi do grupo Saúde, que subiu 1,73%.

Os demais itens que compõem a pesquisa de preços da Fipe, apresentaram as seguintes variações: Habitação (0,25%); Alimentação (0,70%); Transportes (0,39%); Despesas Pessoais (0,42%); Vestuário (0,27%); e Educação (0,03%).

Na semana passada, o coordenador do IPC-Fipe, Paulo Picchetti, manteve sua projeção de inflação de 0,35% em maio.

A inflação de maio, principalmente no início do mês, vem sendo pressionada, basicamente, pela alta dos remédios.

O coordenador do IPC-Fipe, Paulo Picchetti, considerou, porém, que o impacto da alta dos remédios vai diminuir até o final de maio, embora no indicador fechado do mês ainda exercerá pressão de aproximadamente 0,05 ponto percentual.

“A pressão dos remédios acaba até a primeira quadrissemana de junho. Está saindo remédios e entrando alimentos”, disse Picchetti.

Segundo o economista, já causa preocupação também o avanço do preço do petróleo no mercado internacional e a alta do dólar em maio.

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