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Investimento em emergente é recorde

Os investimentos em países emergentes alcançaram US$ 647 bilhões em 2006, um recorde, segundo o relatório Financiamento do Desenvolvimento Global de 2007, divulgado ontem pelo Banco Mundial (Bird). O crescimento dos emergentes também foi excepcional, com expansão média do Produto Interno Bruto (PIB) de 7,3%, bem acima da alta do PIB mundial, de 4%.

Mas 2006 foi o pico do ciclo positivo, dizem economistas do banco. O crescimento dos emergentes desacelerará para 6,7% em 2007 e chegará a 6,1% em 2009, a reboque do menor avanço do PIB dos Estados Unidos.

A desaceleração será gradual e os países emergentes estão equipados para lidar com esse novo ambiente externo , diz o Bird. Isso porque a maioria dos países em desenvolvimento aproveitou os últimos quatro anos de bonança para implementar políticas de proteção contra crises financeiras – redução de endividamento externo, alongamento do perfil da dívida, acúmulo de reservas e emissão de títulos em moeda local.

Nunca as condições foram tão boas para um grande impulso em crescimento sustentável e redução de pobreza, diz o relatório. Mesmo assim, tudo depende do grau de desaceleração dos EUA. Por enquanto, o país está gradualmente reduzindo seu crescimento. Mas, se a crise imobiliária se espalhar para outros setores da economia e o mercado financeiro mundial tiver um grande surto de aversão a risco, crescem as chances de um pouso forçado.

De acordo com o relatório do Bird, os dados de investimentos do ano passado confirmam a mudança na composição dos fluxos de capital privado, formados, cada vez mais, por investimento estrangeiro direto e compra de ações, e menos por empréstimos. No ano passado, investimentos diretos e em ações foram quase 75% do total.

O relatório alerta para a alta dos preços agrícolas, principalmente dos produtos usados em produção de biocombustíveis, como cana-de-açúcar, milho e soja. Com a reorientação da produção agrícola para abastecer a indústria de biocombustíveis, além de mudanças na política de estocagem da China, os estoques mundiais de grãos caíram para apenas 16% do consumo anual. Os baixos estoques são o principal motivo para a alta de 15% em trigo e milho, diz o Bird.

A alta dos alimentos vai prejudicar principalmente as famílias mais pobres, que gastam uma proporção maior de sua renda em produtos alimentícios, diz o relatório.

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