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Investimento da Raízen Energia deve crescer com mais plantio de cana

O presidente da gigante de infraestrutura e energia Cosan, Nelson Gomes, afirmou hoje em teleconferência que o nível de Capex da Raízen Energia para os próximos anos tende a ficar próximo do projetado para o ciclo 2016/17, que começa em abril. No balanço, divulgado ontem, a empresa projetou que o Capex da sucroalcooleira Raízen Energia será na próxima safra de um montante entre R$ 1,8 bilhão e R$ 2 bilhões. Se confirmado, será superior ao projetado para a atual temporada, a 2015/16, entre R$ 1,7 bilhão e R$ 1,8 bilhão.

A razão para o aumento, segundo Gomes, se deve ao fato de que a companhia renovou uma menor área de canaviais em 2015/16, o que reduziu um pouco a demanda de investimento. Mas, para os próximos ciclos, os níveis de plantio de cana serão maiores, por isso, o Capex maior.

“Em anos anteriores, a empresa estava renovando perto de 20% de seus canaviais por ano. Neste ciclo 2015/16, fizemos um percentual de 11%, o que fez o Capex cair na atual safra”, explicou Gomes.

A tendência, no entanto, é que esse percentual de renovação da área de cana volte para o patamar de 15% ao ano. Com isso, a comapanhia vai manter o canavial preparado para render cana por seis anos, em vez de cinco. “Isso deve fazer com que o Capex aumente R$ 100 milhões”, afirmou.

No balanço divulgado ontem a Cosan, que controla Raízen juntamente com a petroleira Shell, divulgou sua primeira estimativa para a safra 2016/17. A empresa projeta que vai moer entre 60 milhões e 64 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, produzir entre 4,2 milhões e 4,6 milhões de toneladas de açúcar e entre 1,9 bilhão e 2,2 bilhões de litros de etanol.

Para o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) de 2016/17, a empresa divulgou um guidance de R$ 3,3 bilhões a R$ 3,6 bilhões.

O guidance foi divulgado junto com uma revisão das projeções para safra atual 2015/16, no balanço financeiro de quarto trimestre da empresa e sua controladora Cosan.

Nesta safra, a Raízen passou a projetar um volume de cana moído entre 60 milhões e 62 milhões de toneladas, na comparação com a faixa entre 57 milhões e 60 milhões de toneladas na divulgação feita no resultado do terceiro trimestre.

O volume de açúcar produzido em 2015/16 deve ser menor que os cálculos anteriores da empresa, entre 4,1 milhões e 4,3 milhões (na comparação com 4,2 milhões e 4,4 milhões). A produção de etanol teve sua faixa de estimativa ampliada e passou de 2 milhões a 2,2 milhões de metros cúbicos para 1,9 milhão e 2,2 milhões de metros cúbicos.

Os cálculos para o Ebitda ficaram entre R$ 3 bilhões e R$ 3,3 bilhões ante R$ 2,6 bilhões e R$ 2,8 bilhões projetados anteriormente. O Capex passou de R$ 1,6 bilhão e R$ 1,8 bilhão para R$ 1,7 bilhão e R$ 1,8 bilhão.

Fonte: (Valor)

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