Imagem: e-Pure
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“Mais de 25 anos de negociações e ajustes não melhoraram o acordo UE-Mercosul, que continua sendo um mau negócio não apenas para o setor europeu de etanol renovável, mas também para os agricultores europeus e as economias rurais.”

O parágrafo acima integra texto disponibilizado no site da entidade e-Pure, representante de produtores europeus de etanol.

JornalCana destaca a seguir trechos da publicação:

  • Hipóteses cosméticas: As “salvaguardas” de última hora da UE-Mercosul destinadas a apaziguar os agricultores são, na melhor das hipóteses, cosméticas e, no que diz respeito às importações de etanol, serão ineficazes. Os procedimentos são complexos, os limites elevados e os tempos de reação lentos.
  • Alertas: A Comissão Europeia ignorou repetidos alertas de setores agrícolas sensíveis, como os produtores europeus de bioetanol, e agora ofereceu aos países do Mercosul, na realidade ao Brasil, uma enorme fatia do mercado de etanol da UE.
  • Risco: Ao fazer isso, a UE está colocando em risco as biorrefinarias europeias que produzem alimentos, rações, combustíveis, fertilizantes e muito mais.
  • Duplicação: A mera possibilidade de o Mercosul poder duplicar suas exportações anuais de etanol destaca uma falha grave no acordo. O etanol deveria ter sido designado como um produto sensível desde o início.
  • Modelos desatualizados: Os volumes de etanol isentos de impostos concedidos aos países do Mercosul baseiam-se em modelos desatualizados que não se alinham com as condições atuais do mercado ou com a realidade dos preços. Nenhuma avaliação de impacto econômico foi realizada pela Comissão Europeia sobre o etanol renovável.
  • Evasão: Por último, o risco de evasão do etanol combustível e para bebidas através da chamada via de uso químico continua elevado, com incertezas quanto ao cumprimento das normas aduaneiras relativas ao “procedimento de uso final” no futuro.
  • Formas: A UE precisa agora encontrar formas de ampliar o seu mercado de etanol para acomodar uma enxurrada de importações e criar novos mercados para os produtores nacionais.
  • Inclusão: Isso significa incluir os biocombustíveis derivados de culturas na regulamentação relativa às emissões de CO₂ dos automóveis e furgões e permitir a utilização de biocombustíveis derivados de culturas na aviação e no transporte marítimo.

Delcy Mac Cruz

Editor

Editor do JornalCana

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