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Indústria mantém confiança na demanda local para o primeiro semestre

A confiança do empresariado brasileiro para o primeiro semestre deste ano continua nos mesmos níveis verificados em outubro. Conforme dados da Sondagem Industrial feita pela Confederação Nacional da Indústria, o índice da expectativa da demanda interna sustentou 59,4 pontos no levantamento realizado entre os dias 2 e 22 deste mês, mesmo nível apurado na pesquisa de outubro. Valores acima de 50 pontos indicam otimismo dos empresários.

Na avaliação do economista Flávio Castelo Branco, gerente de Política Econômica da CNI, os reflexos da crise americana devem demorar para chegar ao mercado brasileiro. Mesmo as perdas no mercado acionário não são transferidas para o consumidor comum imediatamente, que tende a manter a demanda sustentada por aumento de emprego, renda e crédito.

As previsões dos empresários em relação à demanda são mais otimistas entre as grandes companhias, onde o patamar ficou acima da média, em 61 pontos. Ainda assim, o economista ressalva que a recente piora do cenário internacional, na última semana, não foi totalmente representada na pesquisa.

O levantamento mostra ainda que o índice de previsão de contratações de empregados também se sustentou em 53 pontos, igual ao de outubro de 2007. No quesito exportações, entretanto, o nível continuou estável, abaixo de 50, em 48,5 pontos, o que indica pessimismo do empresariado, sobretudo por conta do câmbio ainda desfavorável à competição.

Na avaliação de desempenho da atividade, a pesquisa mostra que a avaliação dos entrevistados continuou alta entre outubro de dezembro, passando de 58,2 pontos no terceiro trimestre de 2007, para 59 pontos nos três meses finais do ano.

A evolução foi observada tanto entre as pequenas (de 55,7 pontos para 58,4 pontos), quanto entre as médias (de 56,8 para 58,5 pontos). Já as entre as grandes, houve ligeira redução, de 61,2 pontos para 59,7 pontos no trimestre final de 2007. Dos 27 setores pesquisados, 25 apontaram aumento de produção no período. As exceções ficaram com madeira e álcool.

Para o emprego, a análise apontou aumento em todos os portes de empresas, levando a uma média de 54,9 pontos, contra 53,8 pontos apurados no terceiro trimestre. Subiu também o uso da capacidade instalada, que havia apontado 77% nos três meses encerrados em outubro e alcançou 80% no trimestre final de 2007.

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