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Indústria local perdeu espaço

A indústria sucroalcooleira, agora denominada sucroenergética, do estado nos últimos 30 anos sofreu uma imensa perda de mercado. Em 1979, ela representava 15% da produção nacional e hoje detém apenas 3%. Em trinta anos, a safra pernambucana continua praticamente a mesma. Eram produzidos, antes, 17 milhões de toneladas de cana-de-açúcar. A safra de 2009/2010 será de 18,5 milhões toneladas. A estagnação produtiva e a perda de mercado no Nordeste enfrentam o expansionismo do Centro-Oeste e do Sudeste na busca pela sobrevivência.

“Perdemos a competição para o mercado interno. Nosso segmento só sobrevive com a janela da exportação, cujos preços, às vezes, são mais baratos do que os praticados no Brasil, mas aqui não temos condições de entrar”, declara o presidente do Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool (SindAçúcar), Renato Cunha. Um dos motivos para a perda de espaço de Pernambuco é a característica geográfica do estado. Aqui, os terrenos são acidentados, em declives, e exigem a presença de mão de obra humana.

Nas outras regiões, onde o terreno é plano, a tecnologia avançou e a produtividade aumentou. “O estado emprega 5,8 trabalhadores por tonelada de cana e, no Sudeste, o índice é de 0,8 trabalhador por tonelada”, compara Renato. Essa peculiaridade pernambucana acarreta uma demanda maior por trabalhadores e gera um problema social. Apesar das conquistas dos últimos anos, o trabalho na cana continua duro e os canavieiros ainda dependem de programas assistenciais para ganhar o dia a dia.

“Obtivemos avanços nas questões que dependiam das partes, no entanto, as políticas públicas federais não avançaram”, critica o presidente do SindAçúcar. Ele ressalta que, na entressafra, os canavieiros continuam passando por dificuldades – a atividade nos canaviais acontece somente em cinco meses do ano. Nos demais, os trabalhadores ficam desempregados.

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