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Incêndio criminoso destrói equipamentos usados na colheita da cana

Homem foi autuado em flagrante e está preso na Penitenciária de Franca

(Reprodução GCN Net)

A baixa umidade do ar e o clima seco elevam o número de focos de incêndios, mas muitos deles são causados pela imprudência das pessoas, que queimam lixo; usam fogo para espantar insetos; queimam resto de plantio e jogam bituca de cigarro em vegetações, entre outros.

Em outros casos, são criminosos, como o que ocorreu no dia 20 de setembro, quando um homem de 28 anos foi preso em flagrante após colocar fogo em uma mata nas margens da rodovia Anhanguera, em Buritizal, região de Franca – SP.

Segundo a Polícia Militar Ambiental, o homem é morador de Igarapava e é suspeito de atear fogo em toda região de Buritizal, Aramina, Igarapava e Ituverava. “A prisão foi efetuada pelo Policiamento Militar de Buritizal, e o indivíduo permanece preso na Penitenciária de Franca pelo cometimento do crime tipificado no art. 250 do código penal por causar incêndio, expondo a perigo a vida, a integridade física ou o patrimônio de outrem”, disse a PM em nota.

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O homem utilizava um isqueiro e colocava fogo na grama e no capim seco das margens da rodovia e foi preso graças a operação “Corta Fogo”  criada para intensificar a fiscalizar as zonas rurais da região, contra atitudes criminosas, coibindo e autuando contra as queimadas criminosas por toda região.

De acordo com dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), somente nos primeiros 10 dias de setembro, foram registradas 920 focos de incêndio em lavouras de cana no estado de São Paulo.

Especialistas afirmam que as queimadas de cana prejudicam o setor, pois o fogo em canaviais já colhidos resulta na falha de brotação e atrasa o desenvolvimento fisiológico da planta para a safra seguinte,  “Os incêndios causam prejuízos ambientais, humanos, financeiros e de produtividades para as usinas”, ressaltou Antonio de Padua Rodrigues, diretor técnico da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA), em recente webinar realizado para debater o assunto. Rodrigues lembrou que, atualmente, no Centro-Sul, 99,8% da cana-de-açúcar é colhida através do sistema de colheita mecanizada, sem a utilização de queimadas.

 

 

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