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Inajá será utilizado para a produção de biodiesel em Roraima

A utilização de oleaginosas para a produção de biodiesel tem gerado discussões sobre quais são as alternativas de matéria-prima que apresentam desempenho satisfatório em relação a custo e produtividade. No município de Mucajaí, em Roraima, uma unidade de fabricação desse biocombustível fez uma opção que nada tem a ver com oleaginosas, badaladas e concorridas, como soja, mamona, algodão, dendê, girassol, pinhão manso, entre outras. A usina vai empregar como matéria-prima o inajá, de nome científico Maximiliana maripa (Aublet) Drude, uma palmeira da Amazônia que é considerada por muitos agricultores como “praga” por ser invasora de pastagens.

Essa usina, que é uma parceria entre a Embrapa Roraima – unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – e o Instituto Militar de Engenharia (IME), deverá iniciar as atividades em março com o objetivo de gerar energia elétrica a partir do biodiesel. A iniciativa integra um projeto do IME para a produção de energia com oleaginosas da Amazônia em comunidades isoladas de fronteira.

A estimativa de produção inicial da unidade – que será instalada no Campo Experimental Serra da Prata, da Embrapa Roraima -, é de quatro mil litros de óleo refinado por mês. Esse volume é suficiente para atender uma comunidade de até quarenta famílias. Apesar de utilizar inicialmente somente o inajá, a usina poderá usar também óleos in natura de outras plantas. O projeto conta com recursos da Finep e do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT).

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