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Importações de açúcar dão sinais de estagnação

Os principais importadores de açúcar do mundo – Rússia e países do Oriente Médio – não estão aumentando sua participação no mercado internacional. “Alguns países importadores estão elevando a produção de açúcar em seus próprios mercados”, disse Leonardo Bichara, analista da International Sugar Organization (ISO).

A Rússia, maior país importador individual, deverá produzir nesta safra, a 2006/07, 3,2 milhões de toneladas de açúcar a partir da beterraba, um crescimento de 16% sobre o ciclo anterior, de 2,75 milhões de toneladas. As importações russas ficarão em 3,45 milhões de toneladas, 4,1% abaixo da safra passada. Os russos são os maiores importadores do açúcar brasileiro. “Os produtores russos estão aumentando a produtividade de extração de beterraba por hectare”, afirmou Bichara.

No Oriente Médio, a importação de açúcar ficará em 11,5 milhões de toneladas, praticamente inalterada em relação à safra anterior, de 11,4 milhões de toneladas. “Os países do Oriente Médio importavam muito açúcar branco da União Européia. Com a menor participação dos europeus no mercado internacional [por conta da reforma açucareira do bloco, acelerada com o processo perdido na Organização Mundial do Comércio], os países do Oriente Médio estão buscando mais açúcar do Brasil”, disse.

A produção de açúcar dos países-membros da UE deverá ficar em 17,1 milhões de toneladas em 2006/07, com queda de 21,5% sobre o ciclo anterior, que ficou em 21,8 milhões de toneladas. As exportações do bloco reduzirão dos 7,3 milhões de toneladas em 2005/06 para 1,5 milhão de toneladas para este atual ciclo, uma queda de 790%, de acordo com estimativa da ISO.

A ISO estima que a produção global de açúcar fique em 154,7 milhões de toneladas na safra 2006/07, um aumento de 3,2% sobre o ciclo anterior, de 149,9 milhões de toneladas. O consumo mundial será inferior à produção, totalizando 152,5 milhões de toneladas, 1,8% maior que a temporada 2005/06.

A maior produção reflete a recuperação da safra da Índia, o segundo maior produtor mundial de açúcar. O país recupera-se de uma forte estiagem, que afetou a produção local nos últimos dois anos. A ISO projeta que a produção de açúcar naquele país totalize 23,4 milhões de toneladas, 11,9% maior que a safra passada. A maior produção global tem sido apontada como o principal fator da queda dos preços futuros do açúcar no mercado internacional.

Para o álcool combustível, a produção global está projetada em 39 bilhões de litros, um aumento de 16,4% sobre a safra anterior, segundo a ISO. Os EUA devem se manter como principais produtores, com 18 bilhões de litros, seguidos pelo Brasil, com 16,9 bilhões de litros. (MS)

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