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Impactos da COVID-19 e queda do preço do petróleo são recuperáveis

Quem afirma é o diretor da Bioagência

Clima de otimismo do setor mudou impactado pela quarentena e preços baixos do petróleo

Com boas expectativas para a atual safra, que iniciará oficialmente amanhã, 1º de abril, o setor sucroenergético aguardava por momentos mais tranquilos, neste ano, com a implantação do RenovaBio e indícios de uma melhora na economia.

O clima de otimismo mudou após a quarentena exigida como medida de combate à pandemia da COVID-19 e antes, pela queda do preço do petróleo provocada por uma briga entre produtores gigantes da commodity – Rússia e Arábia Saudita – o que culminou com a redução dos preços da gasolina, e por consequência, o do etanol.

De acordo com indicador da DATAGRO, o preço do biocombustível ao produtor segue em queda em São Paulo com o valor do hidratado caindo 9,7% para R$1,4531/litro, sem impostos, totalizando queda de 33,0% desde o início de março. Isso traz a paridade para US$ 9,23 c/tb ou 233 pontos abaixo do preço do açúcar VHP para exportação, um indicativo que o mix pode ser mais açucareiro, nesta safra.

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E os preços do biocombustível tendem a cair ainda mais, já que, diante do cenário crítico, a Petrobras anunciou um corte adicional no preço da gasolina nas refinarias, desta vez em 4,8% ou R $ 56,60 / cbm, para R $ 1,1229/litro em média, em Paulínia/SP. Este é o preço mais baixo desde outubro de 2011.

Com a medida, que vale desde sábado (28), o preço da gasolina, que já caiu 42,6% desde 2 de janeiro de 2020, deve apresentar nova queda nos próximos dias. Já o preço do diesel na refinaria também foi reduzido em R $ 49,80 / cbm (-3,0%) para R $ 1.6459 / litro, em Paulínia, uma redução de 30,1% no acumulado do ano.

Momento preocupante

“É um momento preocupante para o setor”, diz Tarcilo Rodrigues

O recuo da demanda mundial acentuou os efeitos da briga entre a Rússia e a Arábia Saudita, derrubando ainda mais os preços do barril do petróleo, que ontem, foram cotados abaixo de US$ 20. Para Tarcilo Rodrigues, diretor da Bioagência sobre o Mercado do Etanol, o valor é irreal dentro dos custos de produção e não tende a ser permanente, embora seus efeitos sim.

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“A política da Petrobras é acompanhar os preços internacionais e talvez não transfira toda a essa volatilidade de uma única vez, mas os preços deverão ser adequados e, evidente que isso impacta o etanol, pois o consumidor vai exigir que o etanol também fique na paridade com os preços de gasolina”, comentou.

Apesar de já sentir a redução de preço e da demanda, e a partir de agora, maior oferta devido ao início da safra, Rodrigues ressalta que o impacto no setor ainda é recuperável. “Os bons preços de açúcar ajudaram a equilibrar um pouco as contas, mas à medida que isso se prolonga, passando de mais de 30 dias, o setor será mais impactado e, com certeza, é algo bastante preocupante no momento”, alerta.

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