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Herbicida revolucionário promete reduzir custo no cultivo da cana

Especialistas apontam viabilidade do uso do Alion nas lavouras

A utilização do herbicida desenvolvido pela Bayer, o Alion, aparece como um dos fatores que pode minimizar o impacto da quebra da safra 2021/22 da cana-de-açúcar.

A eficácia do produto foi tema da primeira superlive realizada pelo JornalCana, que reuniu um seleto grupo de pesquisadores e produtores para debater sobre a sua viabilidade. “Alion, Amplamente Eficaz: Fatos e Mitos” foi o tema do encontro online.

Ao longo de quase duas horas em que durou a super live, pesquisadores e produtores foram esclarecendo dúvidas e apontando características que ressaltam a versatilidade da molécula da Bayer, que vai conquistando a confiança dos produtores rurais.

Sob a mediação do jornalista e diretor da Procana, Josias Messias, participaram da surperlive Caio Carbonari, professor associado do Departamento de Proteção de Plantas da UNESP/Botucatu; Luís Gustavo Nunes, gerente de Desenvolvimento Agrícola da Usina Alta Mogiana; Paulo Donadoni, líder de desenvolvimento de mercado Brasil e América Latina para Cana da Bayer; Pedro Christofoletti, PhD, ex professor da ESALQ/USP na área de Biologia e Manejo de Plantas Daninhas e Ricardo Delarco, produtor de cana.

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Caio Carbonari

Durante o evento virtual foram apresentados fatos e mitos que envolvem o Alion, tratamento herbicida e inovador da Bayer para a gestão da matocompetição na cana. Recentemente as recomendações do Alion se tornaram mais amplas com aumento das indicações de uso para outras plantas daninhas, a partir de uma faixa maior de dosagem por hectare, permitindo ao produtor mais possibilidade de manejo das plantas invasoras.

Segundo o professor Caio Carbonari, a cada dia o Alion vem se consolidando como uma das principais ferramentas para o produtor de cana no manejo da erva daninha, com uma série de aspectos positivos no espectro residual, na seletividade nos mais diversos cenários.

O produtor Ricardo Delarco também tem sido um dos entusiastas como o novo herbicida. “Quando o Alion nasceu e foi para o campo eu estava junto. Fiquei muito entusiasmado com essa nova molécula que está nos trazendo grandes avanços na parte de herbicida. E quando nós temos algo de bom, isso tem que aparecer. E onde ele aparece? Ele aparece no campo. Por isso que o Alion está presente em todos os nossos canaviais já há três safras”, disse.

De acordo com Paulo Donadoni, estudo realizado pela Bayer junto aos produtores, aponta que o principal fator que vem sendo destacado pelo uso do Alion é a redução de repasses, seguido pelo seu amplo espectro, posteriormente a seletividade, depois a eficiência, facilidade de mistura, entre outros fatores.

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Pedro Christofoletti,

Com relação a aplicação, Donadoni explicou que o Alion pode ser usado em pré e pós-emergência das plantas de cana até o surgimento do tempo ideal para tratar a cana planta ou cana soca, sem interferir no desenvolvimento do canavial. O Alion se encaixa realmente de uma forma bastante perfeita nos manejos das canas planta com seletividade.

Seletividade absoluta

Com relação ao plantio em soqueiras úmidas, o professor Pedro Christofoletti, afirmou que o produto pode ser aplicado na seca, na chuva, em cana planta e cana soca.  O professor explicou que a seletividade depende de três fatores: a dose do produto a ser aplicada; a condição da cultura e o conhecimento do comportamento do herbicida nos diversos ambientes de produção.

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Luís Gustavo Nunes

Christofoletti ressalta a existência de duas formas principais de seletividade: a primeira é que o herbicida é absorvido pela planta. A planta precisa metabolizar, ela tem que quebrar esse herbicida para não causar efeito. E o segundo tipo de seletividade é quando se aplica o herbicida e ele não chega a ser absorvido pela planta.

“Nós chamamos de seletividade de posicionamento, ou seja, o herbicida fica no perfil do solo aonde o sistema radicular não se encontra e essa é talvez a forma principal que o Alion tem para sua seletividade”, explica.

O professor enfatiza que quando se fala de seletividade em que o produto não chega no sistema radicular e não é absorvido pela planta, trata-se de uma seletividade total, absoluta. O que faz com que o Alion não chegue no sistema radicular da cana é a capacidade absortiva que ela tem no solo.

De acordo com o profissional, o Alion tem um índice de capacidade absortiva igual a 1000, o que significa que 1 grama de carbono orgânico é suficiente para absorver 1 litro de Alion. Então, isso quer dizer que quando se aplica 100, 120 ml de Alion, por exemplo, em 10 mil hectares, a habilidade desses herbicidas em descer é muito pequena e ela não chega no sistema radicular da cana. Portanto, o Alion pode ser aplicado em qualquer regime hídrico, mesmo na chuva ou na seca, pois o produto tem capacidade de sobrevivência também na seca e em qualquer ambiente de produção, quer seja um ambiente de alta fertilidade ou de baixa produtividade.  “Eu entendo que o Alion pode ser aplicado em cana planta e em cana soca”, explicou o professor.

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Ricardo Delarco

Um dos mitos quebrados durante a superlive, foi com relação a alegação de que o perfil técnico do Alion não permitiria seu uso antes ou depois do quebra lombo. De acordo com Luís Gustavo Nunes, gerente de Desenvolvimento Agrícola da Usina Alta Mogiana, isso é mito.

“Mesmo não utilizando a aplicação no quebra lombo, acreditamos que trata-se de um mito. O perfil técnico característica do produto, proporciona trabalhar tanto quanto no pós plantio, que é o maior volume de uso nosso hoje, quanto no quebra lombo ou pós quebra lombo. Desde que respeitemos a dosagem correta, textura de solo e o principal fator o time da lavoura, o time da cana. Portanto, respeitando as características da plantação, existe total liberdade e uso”, explica Nunes.

Já entrando no quarto ano de sua utilização pela Usina Alta Mogiana, o produto tem contribuído bastante para o aumento da produtividade dos canaviais da empresa. “É uma excelente ferramenta para compor e para complementar o nosso manejo. O produto, com demais associações, vem nos ajudando”, disse.

O produtor Ricardo Delarco, também destacou que a utilização do Alion, num período de seca como o atual, permite manter o canavial limpo, pois trata-se de um herbicida com alto espectro e que tem um longo período de controle.

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Paulo Donadoni

O professor Christofoletti explicou que o Alion é um produto de amplo espectro, pega todas as gramíneas, ajuda na folha larga e eventualmente precisa de um parceiro em situação específica que cada unidade de produção pode utilizar inteligentemente. “As plantas daninhas sempre ocorrem em comunidades com um mix de espécies”, esclareceu.

Ao final o professor lembrou as dificuldades que o produtor vem enfrentando em razão do clima, impactando a produtividade dos canaviais e deu dicas para amenizar os prejuízos.

“Evite as perdas por matocompetição. Utilize inovações e ferramentas modernas. O Alion com certeza é uma inovação, é um produto seletivo eficaz de longo efeito no controle de plantas daninhas até o fechamento do canavial. É sustentável economicamente, não-volátil, não necessita retrabalho, e acima de tudo, promove a mitigação do banco de sementes ao longo dos anos”, finalizou Christofoletti.

Esta matéria faz parte da edição 327. Para ler, clique AQUI!

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