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hEDGEpoint Global Markets projeta safra de Milho nos EUA em 15.062M bu;

O recente clima quente e seco pode afetar mais os rendimentos da soja do que do milho

A safra americana de milho deve ser abaixo de seu potencial, mas a produtividade pode não se ver tão ser afetada por esta recente onda de clima prejudicial. “Além disso, ‘abaixo do potencial’ não significa uma safra ruim”, ressalta Pedro Schicchi, analista de Grãos e Oleaginosas da hEDGEpoint Global Markets.

Os cortes no rendimento foram feitos em relação à tendência de 180+ bu/ac. Mas ainda assim, 174-175 é uma produtividade média, historicamente.

Além disso, de acordo com o analista, é preciso lembrar que a área plantada com milho este ano foi enorme. “Portanto, mesmo com os números mais baixos em nossa faixa de produtividade (Figura 5), a produção nos EUA ainda deve estar muito próxima das máximas em 10 anos”, diz.

“Nossa estimativa atual é de 15.062M bu, porém o melhor/pior cenário podem ficar entre 14.96-15.16B bu”, diz.

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Soja 

Para a empresa, no caso da soja, a situação é um pouco diferente. O cenário com relação à área é exatamente o oposto. “A área plantada é menor este ano, o que limita a produção mesmo com bons rendimentos (Figura 6). Dada a melhora nas condições observada na primeira metade de agosto, estimamos que o rendimento seja ligeiramente superior ao do último WASDE. No entanto, isso está pendente do impacto que o tempo quente e seco terá nas safras”, afirma.

A estimativa atual da hEDGEpoint é de 4220M bu.

O analista ressalta que os rendimentos ainda estão sendo debatidos, e o tradicional crop tour do ProFarmer trouxe insights sobre o tema – bem como alguma volatilidade aos preços. “No entanto, tanto para a soja quanto para o milho, todos os nossos cenários apontam para a mesma mensagem. Devemos esperar uma safra boa de milho, mas uma mais modesta/pequena para a soja”, finaliza.

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Analista de Grãos e Oleaginosas da hEDGEpoint Global Markets, Pedro Schicchi, explica o contexto das estimativas de produção nos EUA:

“À medida que nos aproximamos das últimas semanas de agosto, grande parte do mercado climático já ficou para trás. A Figura 1 mostra o desvio padrão das produtividades de milho e soja nos EUA em cada WASDE mensal (em comparação com o anterior).

Vemos o pico para ambos em agosto, devido à mudança na metodologia – começando a usar dados de campo como input, em vez de um modelo estatístico usado anteriormente. Após este ponto, os desvios-padrão diminuem, mas não desaparecem, e, o que é importante, o desvio padrão do milho cai mais rapidamente do que o da soja. Isso ocorre porque, quando o relatório de agosto é emitido, as fases mais sensíveis do desenvolvimento do milho já passaram, enquanto as da soja geralmente ocorrem em agosto. Falando sobre o clima, o tempo quente e seco predominou na segunda metade deste mês, em contraste com o padrão mais benigno visto antes. Devido às razões mencionadas, acredita-se que esse fator tenha maior na soja do que no milho.

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Condições e Produtividade

Como a maior parte dos meses do mercado climático já passou, vamos falar sobre o saldo que ele nos deixou até agora. Não se engane, esta ainda será uma safra abaixo de seu potencial nos EUA em termos de rendimento, as condições dizem isso. No entanto, ela não será tão catastrófica quanto poderia ter sido caso o clima de junho persistisse durante o verão. Estabelecemos que o clima tomou um rumo pior na segunda metade de agosto, o que poderia ter um impacto nos rendimentos, especialmente na soja. Por sua vez, isso certamente levará a um corte no próximo WASDE, certo? Bem, não necessariamente.

Olhando a evolução do índice de condições, vemos que a soja apresentou melhora desde as semanas em que os produtores estavam sendo entrevistados para o relatório de agosto. Essas más condições climáticas provavelmente vão arrastar o índice para baixo. No entanto, é possível que, quando as pesquisas estiverem sendo feitas para o relatório de setembro, as condições tenham retornado ao patamar em que se encontravam durante a elaboração do último relatório.

Se considerarmos que as condições são um bom indicador de rendimentos, o que é uma suposição por si só (embora geralmente uma boa suposição), isso significará que as perspectivas dos agricultores para os rendimentos podem não ter tantos motivos para serem reduzidas quanto parecem a princípio”.

 

 

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