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Grupo Stellantis investe em pesquisa de motores movidos com biocombustível

Centro de pesquisa FAPESP- Stellantis ajuda a orientar decisões do grupo automotivo sobre etanol no Brasil

O Grupo Stellantis ,  um dos maiores do segmento automotivo mundial, segue investindo em pesquisa e desenvolvimento de motores movidos a biocombustível. Apesar do avanço da eletrificação, o grupo aposta que o etanol continuará sendo uma solução barata e sustentável de combustível renovável no país.

O Centro de Pesquisa em Engenharia (CPE) Professor Urbano Ernesto Stumpf, lançado em 2014 pela FAPESP em parceria com a PSA, tem sido estratégico para orientar a pesquisa e o desenvolvimento na área feita pela Stellantis.

O centro reúne pesquisadores das universidades de São Paulo (USP), Estadual de Campinas (Unicamp) e dos institutos Tecnológico de Aeronáutica (ITA) e Mauá de Tecnologia (IMT), em parceria com os da empresa.

Alguns dos objetivos iniciais do CPE foram melhorar o conhecimento sobre a combustão a etanol e desenvolver competências para se tornar um polo local em ferramentas digitais e físicas para o estudo do biocombustível. Entre elas, simulações uni e tridimensionais de combustão com etanol e a utilização de motor transparente para visualizar a combustão.

O centro é conectado à rede científica internacional de laboratórios do grupo, chamada StelLabs, cujo objetivo é buscar competências com universidades e gerar um fluxo de intercâmbio de conhecimento.

Os pesquisadores do CPE têm trabalhado mais estritamente em colaboração com um open lab da rede, localizado na França, especializado em estudos sobre combustíveis e powertrain.

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Algumas das principais realizações do centro nestes últimos sete anos foram realizar testes coordenados empregando a última geração de motores criados pelo grupo e desenvolver um método de simulação tridimensional de dinâmica computacional de fluidos (CFD, na sigla em inglês) com etanol.

Além disso, os pesquisadores do CPE caracterizaram a combustão em motor óptico monocilíndrico com etanol e identificaram alguns fatores importantes para o surgimento de problemas de entupimento de injetores.

O centro foi o primeiro a ser lançado no âmbito do Programa FAPESP de Centros de Pesquisa em Engenharia/Centros de Pesquisa Aplicada, que oferece apoio para a criação em universidades ou institutos de pesquisa de centros de pesquisa em parceria com empresas.

Além dele, a FAPESP já implantou diversos CPEs em parceria com outras empresas, como Shell, Koppert, Equinor, GlaxoSmithKlein, Natura, Embrapa e IBM.

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