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Grupo Itamarati investirá R$ 700 mi em usina de açúcar e álcool no MS

O grupo Itamarati protocolou hoje projeto para instalar uma usina de açúcar e álcool no Mato Grosso do Sul, cujo investimento será de R$ 700 milhões. O documento com o detalhamento da obra foi entregue pela manhã em reunião entre diretores da usina, com sede em Nova Olímpia (MT), e o governador sul-mato-grossense, José Orcílio Miranda dos Santos, o Zeca do PT.

Segundo o projeto, a nova usina deve processar 4 milhões de toneladas de cana-de-açúcar e iniciar a moagem provavelmente a partir de 2009 em uma área de 60 mil hectares. “Vamos instalar a unidade no Mato Grosso do Sul e deveremos atingir a capacidade máxima de processamento em cinco anos; só não definimos ainda o município”, afirmou Francisco Lima, diretor de Produção do grupo Itamarati.

Na unidade de Nova Olímpia, uma das três maiores usinas do mundo, o Itamarati processa cerca de 7 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, produz 6,1 milhões de sacas de 50 kg de açúcar e 232 milhões de litros de álcool. A principal acionista da unidade é Ana Cláudia de Moraes, filha do empresário e ex-rei da soja Olacyr de Moraes.

De acordo com o secretário de Produção e Turismo do Mato Grosso do Sul, Wilson Roberto Gonçalves, entre os possíveis municípios para a construção da nova usina estão Laguna, Caarapã, na região de Dourados, além de Bataiporã, Anaurilândia, Bataguassu e Santa Rita do Pardo, no leste do estado, próximo ao rio Paraná. “Eles estão preocupados com a logística, e essas cidades têm acesso bom para a exportação por hidrovias ou por rodovias pelo Paraná”, afirmou Gonçalves.

O Mato Grosso do Sul tem dez unidades sucroalcooleiras que processam 15 milhões de toneladas de cana-de-açúcar por safra e, de acordo com o secretário de Produção e Turismo, outras 40 usinas devem ser construídas no Estado até o final da década, com investimentos estimados em R$ 7 bilhões. Para isso, o governo sul-mato-grossense apelou para a guerra fiscal e dá 83% de isenção de Imposto de Circulação Sobre Mercadorias e Serviços (ICMS) por até 15 anos nas obras. Agilizou ainda os processos para a liberação de Estudos de Impactos Ambientais/Relatórios de Impacto ao Meio Ambiente (EIA/Rima). “Nós montamos uma estrutura própria para o setor que faz com que o licenciamento ambiental saia em média em seis meses, contra cerca de dois anos de uma unidade no Estado de São Paulo”, concluiu Gonçalves.

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