fbpx

GranBio anuncia parceria para desenvolver mercado de E2G

Empresa quer licenciar sua tecnologia patenteada para produção de etanol celulósico

Unidade da GranBio em Alagoas: 2G

Pioneira na produção de etanol celulósico no Brasil, a GranBio avança para viabilizar a comercialização do biocombustível em escala global. Para isso, anunciou hoje uma parceria estratégica com a NextChem, subsidiária da gigante italiana de engenharia Maire Tecnimont, para licenciamento de sua tecnologia patenteada para produção de etanol de segunda geração por qualquer usina interessada.

O pacote tecnológico desenvolvido pela GranBio foi implementado em sua fábrica localizada em São Miguel dos Campos, em Alagoas. A planta foi fundada em 2011 e recebeu investimento de USD220 milhões. Atualmente, a empresa tem capacidade para produzir cerca de 30 milhões de litros de etanol 2G por ano e 100% desse biocombustível é, atualmente, exportado aos mercados americano e europeu.

LEIA MAIS > Usinas com SSMA estratégico garantem planejamento de safra

“Queremos ser pioneiros nesse modelo de negócios, liderando o desenvolvimento da indústria de etanol celulósico no mundo, oferecendo soluções completas, desde o estudo de viabilidade até o projeto de engenharia. Alguns países como Estados Unidos, China e Brasil já reconhecem o prêmio de carbono renovável. A União Europeia, por exemplo, determinou recentemente políticas que promoverão a construção de dezenas de usinas de combustível de segunda geração até 2030″, explica Paulo Nigro, CEO da GranBio.

Neste cenário, GranBio e NextChem pretendem liderar esse novo mercado. “Temos a segurança de que nossa tecnologia é muito promissora, sendo a chave para uma grande transformação na maneira como produzimos combustíveis“, afirma Nigro.

A GranBio conseguiu desenvolver um modelo flexível para utilização de matérias-primas, que permite o uso de quase todos os tipos de resíduos agrícolas, como palha de cana-de-açúcar e de milho e até sobras de madeira, como eucalipto, para produzir etanol celulósico.

LEIA MAIS > Por que as usinas pedem cota de açúcar maior aos EUA
Paulo Nigro, CEO da GranBio

“Em outras palavras, além de termos um produto final totalmente sustentável, conseguimos aproveitar ao máximo os insumos, recuperando, inclusive, áreas degradadas. Os ganhos esperados vão além da criação de um novo mercado, dão sentido à nossa missão de atuar para reverter o impacto humano no clima. Queremos atuar, efetivamente, em defesa do planeta e das gerações futuras”, conclui Nigro.

“Estamos orgulhosos da parceria com a GranBio, que melhora nosso portfólio tecnológico na área de biocombustíveis e dá à NextChem a chance de entrar em alguns mercados importantes com uma solução flexível e lucrativa para produzir etanol além de muitas outras aplicações industriais bem estabelecidas e com um enorme potencial”, diz Pierroberto Folgiero, CEO da NextChem e da Maire Tecnimont.

“A planta de referência da GranBio é a única desse tipo, em escala industrial, que está em operação. Além disso, a tecnologia pode ser implantada globalmente, pois utiliza matérias-primas amplamente disponíveis, que não interferem no setor de alimentos. Com nossa experiência no setor químico e petroquímico, estamos confiantes em oferecer uma solução vencedora”, finaliza. O negócio envolveu um pagamento de US$ 15 milhões à companhia brasileira.

Para concretizar a expansão da companhia, a GranBio, controlada pela GranInvestimentos S.A., quer realizar a sua oferta pública inicial de ações (IPO) na B3 ainda este ano e levantar até R$ 1,5 bilhão.

 

 

Inscreva-se e receba notificações de novas notícias!

você pode gostar também

Deixe uma resposta

Seu endereço de email não será publicado.

cinco × um =

X