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Governador de MS ofende ministro

O governador de Mato Grosso do Sul, André Puccinelli (PMDB), irritado com o projeto do governo federal que proíbe o plantio de cana-de-açúcar no Pantanal, disse ontem pela manhã, ao criticar a proposta, que “estupraria em praça pública” o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc.

À tarde, o governador pediu desculpa e informou em nota que “as críticas restringem-se ao ambiente do debate técnico sobre interesses do Estado”. Também em nota, Minc rebateu: “É um truculento que quer destruir o Pantanal com plantação de cana-de-açúcar. Essa declaração revela o seu caráter.”

XINGAMENTO

Ao participar de um evento com empresários, Puccinelli disse que o ministro “é viado e fuma maconha (sic)”. A afirmação foi feita logo após a pergunta do presidente da Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul, ! Sérgio Longen, sobre as negociações com o ministro, em torno da liberação do plantio de cana na região pantaneira do Estado.

Em seguida, depois do comentário de um dos empresários sobre a provável participação de Minc na maratona Volta das Nações, que será realizada no próximo mês em Campo Grande, o governador completou: “Se ele (Minc) viesse, eu ia correr atrás dele e estuprá-lo em praça pública.”

À tarde, o governador, por meio de nota, informou que as declarações foram feitas “em ambiente diverso”. “Na hipótese de terem gerado ofensa ao ministro, o governador de Mato Grosso do Sul apresenta seu pedido de desculpas”, completa o texto.

Para Puccinelli, o ministro quer “vender” o Pantanal para o capital internacional. “Na prática, toda a celeuma é para o governo federal obter selo verde para o etanol. Tirando os dois biomas pantaneiros, o de Mato Grosso e o de Mato Grosso do Sul, da produção desse combustível fica mais fácil para receber o selo verde. Acho que ! o Minc quer vender os Estados em troca dessa certificação.”

O plano de zoneamento agroecológico da cana-de-açúcar foi lançado no dia 17 e proíbe o plantio da cultura em 81,5% do território brasileiro, incluindo Amazônia, Pantanal e a região do Alto Rio Paraguai. Se for computada a área em que o cultivo não é recomendado, chega a 92,5% do território. O projeto foi encaminhado para votação no Congresso.

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