Gigante canadense adquire empresa da Petrobras e já atua em logística e energia. Por que não compra usinas?

ativoA gestora canadense  Brookfield dá mais uma prova de seu apetite por adquirir ativos no Brasil.

Na quinta-feira (08/09), oficializou a compra da Nova Transportadora do Sudeste (NTS), operadora de rede de gasodutos na região Sudeste do país e até então pertencente à Petrobras.

As negociações de compra da NTS vêm desde o começo do ano e a Brookfield, que teria oferecido US$ 5,2 bilhões, disputou a empresa da Petrobras com outros pesos-pesados como a japonesa Mitsui & Co., a espanhola Gas Natural Fenosa, e a francesa Engie.

Na quinta-feira (08/09), a estatal comunicou oficialmente ter concluído as negociações com o consórcio liderado pela empresa Brookfield na venda no ativo NTS.

 

Até onde vai o apetite da gestora canadense por ativos brasileiros? Ela também entrará no setor sucroenergético?

Estratégia

Na condição de não ter o nome divulgado, especialista em negociações de consultoria explica ao Portal JornalCana que a Brookfield mantém os olhos abertos em direção a usinas e companhias sucronergéticas.

Mas ela esperaria situação semelhante à da NTS para iniciar processo de aquisição. A NTS, como se sabe, foi disponibilizada pela Petrobras diante às grave situação financeira da estatal. Ou seja: a canadense aguarda maior depreciação das empresas do setor sucroenergético para ir às compras.

Ao longo de 2015, a Brookfield foi citada como uma das interessadas pela compra das usinas do Grupo Ruette e da Renuka Brasil. brook

Leia também: Gigante canadense ainda busca usinas para comprar

A gestora saiu da negociação sobre as usinas da Renuka, mas não negou e nem confirmou o interesse pelas usinas do Grupo Ruette, que foram abocanhadas pelo fundo Black River, da player Cargill. Desde janeiro último as unidades são geridas pela gestora Proterra, também da Cargill.

Na logística

A Brookfield ainda não pisou os pés no setor sucroenergético, mas está em setores bem próximos. Por meio da Arteris, da qual é sócia em 49%, pisa fundo na área de logística, com a gestão de 3,2 mil de quilômetros de rodovias concessionadas nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Santa Catarina e Paraná. Essa gestão é feita por meio de suas 9 concessionárias estaduais e federais.

No saneamento 

A gestora também controla a Ambient, concessionária de serviços de saneamento com sede em Ribeirão Preto (SP).

A gestora canadense também atua na disputada área de energia elétrica, agropecuária, florestas e setor imobiliário. São US$ 225 bilhões sob gestão pelo mundo. Não falta, portanto, aporte para entrar no setor sucroenergético. “É só uma questão de tempo”, resume para o Portal JornalCana o especialista ligado à consultoria.

 

 

 

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