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Gestão da Santelisa ficará nas mãos da LD

O executivo Luiz Kauffmann, ex-Medial Saúde, contratado no fim do ano passado como o presidente consultivo da Santelisa Vale, deverá deixar a companhia quando a sociedade com o grupo Louis Dreyfus Commodities estiver concluída. “Ele deverá ficar apenas para acompanhar o processo de transição”, afirmou uma fonte familiarizada com o negócio ao Valor.

O futuro do executivo André Mastrobuono, ex-Parmalat, contratado como CEO da companhia, ainda é incerto. “A permanência dele vai depender do novo sócio”, disse a mesma fonte.

Ainda que o controle da Santelisa passe a ser compartilhado com a LD, o Valor apurou que as operações das usinas que pertencem à Santelisa ficarão a cargo do grupo francês. Uma nova empresa não deverá ser criada com a entrada da LD como sócia da companhia sucroalcooleira.

A fatia de cada grupo deverá se! r anunciada após a conclusão do processo de “due dilligence” (auditoria), o que deve acontecer em dez dias. A dívida dos credores com a empresa também poderá ser convertida em participação. Bradesco e Itaú estão entre os maiores credores.

Com a entrada da Louis Dreyfus como sócia da Santelisa, a participação de alguns acionistas na companhia deverá ser revista. O banco de investimento Goldman Sachs deverá se desfazer da participação que possui na Santelisa Vale, mas isso ainda não está definido. Procurado, o banco não comenta o assunto. O Goldman Sachs também participação relevante na Brenco.

O BNDES, cuja participação na companhia por meio do BNDESPar é de 6,4%, deverá elevar a sua fatia para até 20%, segundo fontes de mercado. O BNDESPar também é sócio da São Martinho, com 1,4% de participação, e da Brenco, com fatia de 20,9%.

Na segunda-feira, os principais acionistas do grupo – as famílias Biagi e Junqueira – e a LD assinaram acordo no qual formaliza a sociedade do grupo francês na segunda maior companhia sucroalcooleiro do país. O anúncio oficial da sociedade está prestes a ser formalizado, assim que todos os acionistas assinarem o acordo.

Juntas, as duas companhias deverão processar 40 milhões de toneladas de cana por safra. Com dívidas em torno de R$ 3 bilhões, a Santelisa é resultado da fusão entre as usinas Santa Elisa, de Sertãozinho (SP), Vale do Rosário, de Morro Agudo (SP), e outras três usinas paulistas. (MS)

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