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Gasolina pode ter novo reajuste se petróleo continuar em alta

Os preços da gasolina e do óleo diesel vendidos pela Petrobras continuam defasados, mas só terão novo aumento se o preço internacional se estabilizar em um patamar mais alto do que o atual, disse o diretor de abastecimento da estatal, Paulo Roberto Costa.

Ele informou nesta terça-feira que a empresa reduziu neste mês o preço da nafta em 3,9%, do óleo combustível em 7%, e aumentou em 1,1% o querosene de aviação. Esses produtos são reajustados mensalmente por meio de uma fórmula acertada previamente com os clientes.

Em meados de junho, após um ano e meio sem aumento, a Petrobras elevou o preço da gasolina em 10,8% e do diesel em 10,6%.

“Com esse aumento, a gente recompôs os preços de antes de maio de 2003, quando teve redução de 10%, mas ainda existe uma defasagem que hoje é absorvida pela empresa devido à volatilidade de mercado”, disse Costa a jornalistas, após palestra para empresários.

“É uma situação que a gente pode conviver, mas se crescer demais (o preço), se o petróleo chegar a US$ 42 ou mais, aí vai ter que reavaliar”, completou.

Em sua exposição, Costa anunciou investimentos de US$ 2,1 bilhões na área petroquímica, setor onde a Petrobras quer voltar a atuar após ter privatizado vários ativos na década dos anos 1990. O primeiro grande projeto, segundo Costa, que está há menos de um mês no cargo, será uma fábrica de polipropileno (matéria-prima do plástico) em São Paulo, no valor de US$ 226 milhões e capacidade para produzir 300 mil toneladas por ano a partir de 2006.

“A intenção é fazer esse projeto com sócios, o que deveremos definir nos próximos 90 dias”, disse Costa, sem antecipar os possíveis candidatos. No mercado fala-se em candidatas à parceria a Braskem e a Polibrasil.

“Podemos até ser minoritários, mas com participação na gestão”, ressaltou o executivo.

Além da petroquímica, a empresa investirá pesado em refino, com planos de uma nova refinaria para começar a operar em 2010, no valor de US$ 2 bilhões e capacidade para 200 mil barris diários de petróleo processados. Os sócios para o projeto também não foram escolhidos até o momento.

Segundo Costa, a área de refino deverá receber 8,6 bilhões de dólares até 2010, não apenas para novos projetos, mas também para adequação das refinarias ao petróleo brasileiro e à melhora da qualidade dos derivados produzidos pela estatal. “É uma questão de competitividade, temos que melhorar a qualidade dos nossos derivados, reduzindo o grau de enxofre na gasolina e no diesel”, explicou.

O aumento da frota para o abastecimento dentro e fora do país custará cerca de US$ 2,2 bilhões à estatal, que prevê a construção de 22 navios até 2010 e mais 20 de 2010 a 2014.

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