Frete de retorno reduz custos do transporte do açúcar, diz especialista

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Os custos de logística no país, já são velhos conhecidos do setor sucroenergético e do agronegócio em geral. Por isso, o pesquisador, Thiago Péra, da Esalq-Log, propõe o uso de fretes de retorno como solução para amenizar o problema. “A logística tem grande impacto no preço de comercialização do produto, por isso é preciso fazer uma boa integração entre transportes, com uso dessa modalidade de frete”, diz.

Em um exemplo prático, Péra explica que ao enviar o açúcar a R$ 100,00/tonelada, a transportadora pagará o deslocamento da volta. “Por isso, uma boa saída seria oferecer um serviço de retorno para alguma empresa de fertilizante no Porto, por exemplo, por um preço menor”, explica.

O grande desafio para o setor logístico brasileiro se resume a gestão dos projetos públicos de infraestrutura, de acordo com ele. “Se esse problema fosse resolvido, aumentaria a competitividade para o transporte de açúcar e os custos também seriam reduzidos. É preciso criar mais infraestrutura para transporte de açúcar principalmente com parcerias público privado”, lembra.

Novo modelo

Sobre o modelo de agendamento prévio de cargas empregado recentemente em Santos,SP, com multas que podem variar de R$ 1 mil a R$ 20 mil, o especialista é enfático ao afirmar a respeito do deslocamento das filas. “Um caos logístico poderá ser criado nos entornos da região com o deslocamento das filas, inclusive nos acostamentos. As autoridades portuárias querem implementar multas absurdas. O gargalo disso tudo é o local de espera desse veiculo pois essa fila irá existir em algum lugar”, relata.

Segundo ele, por outro lado, essa medida vai forçar as transportadoras a ter uma boa gestão em médio prazo, “mas em curto prazo causará grande transtorno”, conclui.

Conheça o sistema de agendamento prévio

O agendamento obrigatório para acesso de caminhões ao porto da Codesp está em vigor desde 1º de janeiro deste ano. Pela resolução da Codesp, todos os caminhões transportando grãos devem passar por um pátio regulador credenciado junto à Autoridade Portuária antes de se direcionarem aos terminais do porto. Caminhões transportando outras cargas deverão ser agendados para acesso aos respectivos terminais, porém, sem a obrigatoriedade de passagem por pátio regulador.

A fiscalização do agendamento é feita pela Polícia Rodoviária Federal, Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) e a Agência Nacional de Transportes (ANTT). Haverá ações intensivas de fiscalização ao longo das principais rotas de escoamento de grãos com esclarecimento sobre a necessidade de cumprir as regras do agendamento e penalidades cabíveis.

Por meio da Resolução nº3.274, publicada no último dia 7 de fevereiro no Diário Oficial da União, a Antaq definiu as penalidades e os valores das multas em caso de descumprimento das regras da Codesp. A multa para o terminal será de R$ 1 mil a R$ 2 mil por veículo em situação irregular e de R$ 10 mil a R$ 20 mil por veículo que interromper o trânsito portuário.

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