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Frente Parlamentar em prol do setor é instalada

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“Os números mostram uma situação que vem se agravando desde a crise financeira mundial de 2009, aprofundada por três safras consecutivas com graves problemas climáticos e queda de produção, além da ausência de políticas públicas de longo prazo que permitam ao setor planejar para sair da crise”.

A frase da presidente da Unica – União da Indústria de Cana-de-Açúcar, Elizabeth Farina, resume o momento do setor sucroenergético. Nesta quinta-feira, 3 de outubro, lideranças do segmento, assim como produtores e parlamentares, se reuniram na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo para o lançamento da Frente Parlamentar de Defesa do Setor Sucroenergético. A frente será coordenada pelos deputados estaduais Roberto Morais (PPS) e Welson Gasparini (PSDB), que contam com o apoio de diversos parlamentares, que juntos, formam uma Frente apartidária, já que todos os partidos contam com um representante.

“Vamos levar as reivindicações necessárias para que o setor volte a crescer. Precisamos abrir as portas para um diálogo junto ao Governo Federal. Quem não fala não é ouvido”, disse Gasparini.

Maurílio Biagi Filho, presidente Maubisa, também esteve presente no evento. Entre outros pontos, ele lembra que o segmento há anos passa por esta situação e precisa ser revista com urgência. “Não se trata apenas de subir o preço da gasolina. É preciso desenvolver um programa de incentivo a produção, valorizar o setor na matriz energética do país”.

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Manoel Ortolan, presidente Orplana – Organização dos Plantadores de Cana da Região Centro Sul, lembrou que os produtores são os mais afetados pelos desmandos políticos. “Na região Centro-Sul, são aproximadamente 16 mil produtores independentes que vendem a produção para as usinas”, aponta.

Sobre o futuro, Elizabeth Farina frisou que a demanda é favorável, mas para que seja confirmada e suprida, precisa de ações imediatas. “Este é um setor com perspectivas muito positivas para o futuro, mas não será possível atender a essas expectativas com investimentos para ampliar a produção sem medidas essenciais, que precisam ser introduzidas o quanto antes”.

“Os impactos positivos da produção e uso de etanol em larga escala no Brasil precisam ser reconhecidos, através de políticas públicas e tributos diferenciados a favor do combustível renovável e não dos combustíveis de origem fóssil.

Já na esfera Federal, no dia 5 de novembro, será instalada na Câmara dos Deputados, em Brasília, DF, a “Frente Parlamentar pela Valorização do Setor Sucroenergético”.

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