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Ford afirma que alta do álcool pode reduzir demanda por bicombustíveis

A Ford, segunda maior montadora de veículos dos Estados Unidos, acredita que o aumento dos preços do álcool estão dissuadindo os consumidores de comprar veículos movidos ao combustível, produzido a partir de milho ou cana. “A tecnologia e o custo dos veículos não representam uma limitação”, disse ontem Andy Taylor, diretor de sustentabilidade e cidadania corporativa da divisão européia da empresa, em conferência promovida em Genebra. “O real limitador é o preço”, afirmou ele.

Em seus cálculos, o preço do E85, um combustível que tem em sua composição 85% de etanol, precisa ser 30% mais baixo do que o da gasolina para ser competitivo. “Os carros flex se manterão apenas como um nicho de mercado caso a questão dos preços não seja resolvida”, disse ele. “Sabemos que somente 5% de nossos clientes pagarão mais para ter carros que respeitam o meio ambiente”, pontuou.

Conforme Taylor, 12% dos carros novos vendidos na Suécia já são bicombustível. O executivo crê que esse percentual poderá aumentar para 25% em 2009. O país escandinavo é atualmente o maior consumidor de carros flex da Europa. “Quase todas as marcas de automóvel oferecerão carros flex na Europa dentro de dois anos”, afirmou, e “a França se tornará o mercado dominante” no continente.

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