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Fim da gasolina não vai parar os motores

A sensação de liberdade e o direito de decidir onde, quando, como e por quais caminhos o motorista quer seguir serão os únicos fatores que levarão uma pessoa a comprar um carro no futuro. Isso acontecerá porque o transporte coletivo será, nas principais metrópoles, muito mais eficiente.

E não será mais preciso ficar com peso na consciência por poluir o ambiente ou consumir o pouco que resta de petróleo. O rumor do fim dessa matéria-prima já tem mais de 30 anos -o suficiente para as empresas se prepararem para o fato. Com isso, criaram-se fontes alternativas, como álcool, gás natural e biodiesel.

Empresas como a Petrobras têm encontrado petróleo em águas muito profundas, mas a própria estatal se preocupa com a escassez do produto e se adapta para pesquisar fontes de energia renovável, como a biomassa.

O motor atual se adaptará a essa futura realidade. Ele sobreviverá, mas ganhará companhia de GNV (Gás Natural Veicular), eletricidade, álcool e célula de hidrogênio, dependendo do país. A expansão da rede de abastecimento dessas fontes fará com que o propulsor a explosão seja apenas coadjuvante.

A curto prazo, o consumidor terá o carro híbrido (gasolina mais eletricidade) em locais onde não haja combustíveis alternativos, como o álcool e o biodiesel, e onde o ambiente já dê sinais de grande deterioração. Já as economias que não podem desembolsar US$ 30 mil por um carro vão usar combustíveis derivados de vegetais.

Luz

Se os modelos que usam eletricidade já são realidade principalmente nos Estados Unidos, os carros bicombustíveis lançados no Brasil em 2003 mostram o caminho dos países emergentes onde há espaço para agricultura. “Temos a melhor solução do mundo”, celebra Flávio Gussoni, da Magneti Marelli (autopeças).

Depois de usar álcool e gasolina, puros ou misturados, os veículos nacionais entram na era do tricombustível (gasolina, álcool e GNV). O governo federal garante o preço do gás a 55% do preço do diesel, segundo informa a ANP (Agência Nacional do Petróleo).

O país também descobriu que tem o produto em abundância no Estado do Rio de Janeiro, o que contribui para baixar os preços.

A tecnologia do híbrido, bem difundida e pesquisada nos EUA, chega ao Brasil em breve, mas como mais uma alternativa de combustível. Os postos que hoje vendem, por exemplo, GNV, poderão se adaptar para oferecer também eletricidade. O híbrido também é uma transição até a eletricidade virar um combustível autônomo.

Nas previsões otimistas, o Brasil terá propulsores “limpos”, movidos a hidrogênio, em 20 anos, comenta Fábio Ferreira, gerente de desenvolvimento de produto da Bosch.

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