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Fertilizantes: A era dos biológicos

Avanço nas pesquisas sobre a utilização de biológicos deve reduzir a dependência de importados

Segundo estimativas do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) o país consome anualmente uma média de 40 milhões de fertilizantes, sendo 1/3 para cada grupo (NPK) utilizados em toda agricultura nacional, desde a plantação de commodities (como cana-de-açúcar, milho e soja) até a agricultura familiar como arroz, feijão e hortaliças.

Desse total, 85% é proveniente de importação. Investimento em pesquisas em insumos biológicos, no entanto, devem reduzir essa dependência dos importados. Pelos menos, essa é a expectativa do consultor e pesquisador Alexandre Sene, apresentada durante o painel sobre nutrição e biodinâmica dos solos, na 2ª Reunião da Canaplan, realizada recentemente.

“Uma das dependências que me incomoda é por fertilizantes. Isso está praticamente na mão de países como a Rússia, por exemplo. E com a guerra entre Rússia e Ucrânia, isso ficou escancarado. Então diante deste quadro começamos a tentar diminuir a nossa dependência. E na próxima crise, nós não estaremos mais nas mãos deles. Pode até faltar produto, mas nós já teremos conhecimento o suficiente para a gente alocar no campo”, pontuou Sene.

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Com relação ao andamento das pesquisas, Sene avalia que os resultados com o nitrogênio já são uma realidade. “Como nós já temos com o nitrogênio, o próximo passo é o cálcio e potássio, (cálcio, magnésio e enxofre vão ser fácil), mas depois micronutrientes, a gente não sabe que por ordem começar. Então é mais ou menos assim que está a ciência”, avaliou.

Sene destacou o domínio já alcançado em questão aos micro-organismos. “Nós dominamos e temos conhecimento profundo sobre os micro-organismos que fazem simbiose com as plantas”, disse. Ao longo de sua apresentação ele detalhou resultados alcançados na substituição do nitrogênio mineral por Azospirillum brasilense.

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Em ambiente D-E (Sequeiro), mesmo tirando o nitrogênio, com o azospirillum, nós conseguimos 4,4 toneladas a mais do que com o fertilizante mineral. Em solo de melhor ambiente AB, houve um aumento de 5,5 toneladas. A performance da planta ficou melhor.

A apresentação incluiu a substituição do fósforo mineral por Trichoderma harzianum; substituição do potássio mineral por Trichoderma harzianum; substituição do fósforo mineral por Bacillus amyloliquefaciens; substituição do potássio mineral por Bacillus amyloliquefaciens; com resultados favoráveis aos insumos biológicos.

 

 

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