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Ferrovia Norte-Sul será inaugurada nesta sexta-feira

Trecho ferroviário, que liga os portos de Itaqui, no Maranhão, e Santos, em São Paulo, impacta o desenvolvimento ferroviário brasileiro

Depois de mais de 30 anos, a Ferrovia Norte-Sul vai se tornar realidade e permitir a aceleração do desenvolvimento da região Centro-Oeste, fundamental para a agropecuária.

Com a inauguração do Terminal da Rumo de Rio Verde – GO, em evento a partir das 10h30, a ferrovia completa 2.257 quilômetros e atravessa quatro regiões.

A conclusão permite que três estados com forte produção de commodities – como soja, milho e algodão – tenham saída para seus produtos pelo mar.

Goiás, Mato Grosso e Minas Gerais ganham competitividade no momento de exportar seus produtos, seja pelo litoral da região Sudeste ou pelo Norte do país. Como resultado prático, desenvolvimento e geração de emprego para todo o novo corredor logístico.

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O empreendimento favorece a multimodalidade e a interconectividade da malha ferroviária, incentiva investimentos para o aumento da produção e da industrialização, além de reduzir custos logísticos e a emissão de poluentes.

A cerimônia de inauguração contará com as participações do presidente Lula, do ministro dos Transportes, Renan Filho, além de representantes da empresa responsável pela entrega do terminal e de autoridades federais, estaduais e municipais.  “Estamos levando desenvolvimento a quatro regiões do país e permitindo que o setor produtivo tenha mais condições de exportar seus produtos”, afirmou Renan Filho.

Histórico  A ferrovia foi projetada para se tornar a espinha dorsal do transporte ferroviário do Brasil, integrando de maneira estratégica o território nacional e contribuindo para a redução do custo logístico do transporte de cargas no país.

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Iniciada em 1986, a Ferrovia Norte Sul só passou a avançar de forma significativa em 2003, ganhando impulso quatro anos depois, quando o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) virou realidade. Nesse ano, o trecho de Açailândia – MA a Porto Nacional – TO foi subconcedido e hoje é operado pela VLI Logística.

A partir de 2019, a operadora logística Rumo passou a gerir o tramo Sul do empreendimento, com 1.537 quilômetros de trilhos. Nos últimos quatro anos, a Rumo construiu três novos terminais em São Simão, Rio Verde e Iturama. Nesse período, a empresa investiu R$ 4 bilhões em obras de infraestrutura, terminais e material rodante.

A FNS está dividida em três tramos: o primeiro (Tramo Norte) entre Açailândia – MA e Porto Nacional – TO com 720 quilômetros de extensão se encontra em operação comercial pela subconcessionária “Ferrovia Norte Sul S.A” desde 2007.

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O segundo é o tramo compreendido entre Palmas – TO e Anápolis – GO (Tramo Central), com 855 quilômetros de extensão, e que se encontra em operação com movimentação de carga pela Valec desde 2015. A estatal já promoveu o transporte de farelo de soja, madeira triturada, minério de manganês, barras de trilhos, locomotivas e vagões.

O terceiro é o tramo compreendido entre os municípios de Ouro Verde de Goiás – GO e Estrela d´Oeste- SP (Tramo Sul), com 682 km de extensão. As obras estão em fase final. Será o maior polo de carga de toda a Ferrovia Norte-Sul, situado próximo aos municípios de Rio Verde, Santa Helena, Jataí, Edéia e Quirinópolis.

Além dos terminais, outras obras de infraestrutura foram necessárias para concluir a ferrovia, como a construção de quatro pontes entre Goiás, São Paulo e Minas Gerais, centenas de quilômetros de trilhos e inúmeros pátios, como o que faz a ligação entre as Malhas Central e Paulista na cidade de Estrela D’Oeste – SP.

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Essas intervenções levaram à criação de mais de 5 mil empregos diretos e indiretos e já resultaram em melhorias de infraestrutura para o escoamento da produção do Centro-Oeste. Só em 2022, cerca de 7,8 milhões de toneladas de soja, milho e farelo foram transportadas pelos novos trechos da ferrovia, o que permitiu uma superação de 25% do total exportado pelo estado de Goiás em comparação a anos anteriores.

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