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O diagnóstico rápido da contaminação bacteriana do processo e a fermentação de alta performance

Publicações científicas sobre controle microbiológico da fermentação nos apresentam, há tempos, resultados expressivos e importantes. Tais resultados, demonstram quanto é possível perder na conversão de sacarose em etanol com níveis elevados de bactérias contaminantes na fermentação. Os valores objetivados da relação de leveduras X bactérias contaminantes são bem conhecidos.

Quando  na dorna de fermentação monitoramos 108UFC/ml de leveduras x 106UFC/ml de bactérias, a fermentação terá um rendimento que pode chegar a 10% ou mais, dependendo da capacidade fermentativa da levedura.

Quando esta relação monitorada no laboratório industrial esta em 108UFC/ml de leveduras x 107UFC/ml de bactérias, observa-se uma queda acentuada no rendimento fermentativo, que pode chegar entre 7% e 8%. Em casos mais extremos, a relação leveduras x bactérias, onde os dois estão na casa de 108UFC/ml , o rendimento fermentativo cai expressivamente, chegando a valores menores que 7%.

Façamos para exemplificar estes dados acima um pequeno cálculo, levando-se em conta uma dorna de fermentação de 1 milhão de litros. Se tivermos 10% de rendimento fermentativo é possível produzir 100 mil litros em um período de fermentação de 8 a 12 horas. Se o nível de bactérias atinge valores maiores ou iguais a 107 , pode-se produzir, no máximo, 70 mil litros de etanol.

Convertendo estes valores em reais obtém-se um valor de prejuízo que ao longo da safra pode atingir a casa dos milhões. Por isto é fundamental a utilização de técnicas de diagnósticos que quantifiquem as bactérias contaminantes no processo de fermentação em tempo hábil.

Os resultados monitorados pelo Controle Microbiológico nos norteiam o uso de antimicrobianos e antibióticos, dosando estes princípios ativos de forma eficaz.

A microbiologia, independente da área — médica, ambiental, industrial — exige resultados imediatos. Essa exigência imediata levam-nos a esquecer que as bactérias, como seres vivos, precisam de um tempo de crescimento, que é possível ser medido pela principal técnica de diagnóstico para se quantificar um microbiota contaminante, que é o plaqueamento. Este processo leva cerca de 48 horas para atestar a quantificação e fechamento do diagnóstico.

O plaqueamento pode ser realizado por placas de Petri tradicionais ou por Petrifilm — metodologia inovadora que há alguns anos é usada por ser mais prática e manter a confiabilidade dos seus resultados. Para obter resultados confiáveis é preciso atentar as diluições — parte importantíssima da metodologia por plaqueamento — onde precisamos fazer as correções necessárias, ambientais e nutricionais, do meio de cultura ou caldo, para que as bactérias cresçam e desta forma apresentem um diagnóstico preciso e confiável.

Esta correção da série de diluição é preocupante e deve ser feita com critério, independente da crise que vive o setor sucroalcooleiro, corrigindo as condições ambientais e nutricionais como: BRIX, pH e oferecer os nutrientes para estas bactérias crescerem, devolvendo no plaqueamento as condições que as bactérias fermentadoras exigem e resultando em um diagnóstico confiável.

Grande parte dos laboratórios de microbiologia industrial realizam esta série de diluições somente com água peptonada, água esterilizada ou solução salina — todas estas condições  não possuem elementos nutricionais que as bactérias da fermentação exigem para crescer.

O plaqueamento sem as devidas correções citadas podem gerar um falso diagnóstico, cujo erro induz a atitudes equivocadas no processo e como consequência, baixo rendimento fermentativo. Esta quantificação das bactérias de forma confiável também está intimamente ligada a adequação de produtos antimicrobianos ou antibióticos para não serem dosados de forma abusiva ou até mesmo em dosagens menores, para se controlar efetivamente a contaminação.

O controle microbiológico do processo de fermentação está baseado em eficiência de diagnóstico — quantificação das bactérias contaminantes — para que sejam tomadas as devidas providências corretivas ou preventivas.

Atualmente a microbiologia industrial do setor sucroalcooleiro foi presenteada com uma metodologia inovadora para se diagnosticar o nível de contaminação bacteriana do processo de fermentação em tempo hábil que leva de 30 minutos a 60 minutos para termos esta quantificação destes contaminantes vorazes em consumir a sacarose e produzirem substância tóxicas que prejudicam a performance das leveduras padrões em produzirem álcool.

Trata-se do Kit MC Diagnóstico Rápido da Contaminação Bacteriana, que quantifica o microbiota contaminante bacteriano do processo fermentativo.

O Kit possui metodologia patenteada depois de 4 safras de pesquisa e que utilizou na sua metodologia plaqueamentos prévios por Petrifilm, com a série de diluições corrigidas. Esta metodologia, inédita na microbiologia de diagnóstico com quantificação validada por plaqueamento, foi testada em mais de 50 usinas ao longo de anos de pesquisa.

O setor sucroalcooleiro tem que ficar atento as publicações científicas e a esta metodologia patenteada, que aumenta a produtividade, com pouco investimento. As indústrias focadas em produzir etanol com uma fermentação de alta performance, não podem deixar de monitorar e controlar os contaminante bacterianos da fermentação de forma precisa.

Concluímos através destes inúmeros trabalhos científicos publicados ao longo deste anos que estas bactérias contaminantes consomem a matéria prima, que é sacarose e prejudicam o Rendimento da Fermentação  desejável e que financeiramente é traduzido em prejuízo.

Vou ficando por aqui e até a próxima e boa fermentação com alta performance!

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