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Feplana pede preço mínimo da cana para reduzir crise do agricultor

Lima defende a inclusão da cana na Política de Garantia de Preço Mínimo (PGPM)

Sem medidas governamentais, como a isenção do PIS/Confins do etanol, aumento da CIDE da gasolina e financiamento para estocagem de etanol, a Federação dos Plantadores de Cana do Brasil (Feplana) diz que poderá haver a paralisação de usinas em plena safra no Centro-Sul do Brasil.

Por esta razão, o setor sucroenergético pede a implantação urgente. Sem as medidas, o impacto recairá sobre toda a cadeia produtiva, sobretudo para sua base, a exemplo dos agricultores. Eles terão uma menor concorrência e oferta das usinas para fornecimento da cana, depreciando ainda mais o valor da matéria-prima.

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A Feplana, que representa 60 mil fornecedores independentes de cana para as usinas em todo o Brasil, defende uma rápida resposta do Governo Federal ao pleito do setor sucroenergético a fim de tentar evitar a quebradeira do setor. A entidade volta a defender a inclusão da cana na Política de Garantia de Preço Mínimo (PGPM), já implantada em outras culturas agrícolas a nível federal. É uma medida voltada ao segmento dos agricultores que sentirão ainda mais os impactos dessa crise descomunal.

“Se o Governo não fizer algo urgente, a expectativa é que a coisa piore. O preço mensal da cana definido pelos conselhos estaduais formados pelos usineiros e canavieiros (CONSECANAS) devem cair significativamente. Em Pernambuco, por exemplo, caiu em 8,5% no mês de abril, somente com a captura da queda do preço do etanol hidratado”, afirma. Segundo ele, em maio, a previsão é de uma redução ainda maior, pois será levado em conta também o etanol anidro, o que é misturado na gasolina, que vem caindo também, diante da paralisia dos mercados frente à pandemia e à concorrência com a gasolina desvalorizada.

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“A previsão de queda no valor do açúcar também é certa, o que ampliará o impacto na cana. O canavieiro do Centro-Sul vai sentir a consequência mais rápido porque a safra está começando e deve ter usinas parando”, fala Alexandre Andrade Lima, presidente da Feplana.

Na última semana, em videoconferência com os presidentes de Câmaras Setoriais Produtivas do Ministério da Agricultura, vários deles já traziam o pleito do reajuste no valor da PGPM existentes para o conjunto de culturas agrícolas, a exemplo do milho, soja, algodão e tantas outras, conforme revela Lima, que também preside a Câmara da Cana e Derivados. “Desse modo, nada mais que justo e necessário que a cana passe a ter a sua PGPM também”, realça. Ele já busca o apoio no setor sucroenergético para ir atrás da implantação no Governo Federal.

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