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Exportações do agronegócio têm novo recorde em junho, passando de US$ 12 bilhões

As exportações de açúcar cresceram +24,0%

As exportações do agronegócio em junho deste ano atingiram a cifra recorde para o mês, de US$ 12,11 bilhões, o que representa uma alta de 25% comparado aos US$ 9,69 bilhões embarcados em junho de 2020.

O aumento dos preços internacionais dos produtos agropecuários exportados pelo Brasil (30,4%0 foi a principal variável responsável por este valor recorde.

De acordo com a Secretaria de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, esse incremento nos preços, em virtude da recuperação econômica global, foi decisivo para o recorde do mês, já que houve queda de 4,1% no índice de quantum das exportações brasileiras.

As importações do agronegócio tiveram aumento de 54,2%, chegando a US$ 1,28 bilhão. Desta forma, o saldo da balança comercial do agronegócio atingiu US$ 10,8 bilhões.

Em virtude da elevação das exportações de produtos não-agrícolas em 105,3%, influenciados por exportações de minério de ferro e petróleo, a participação dos produtos do agronegócio nas exportações totais brasileiras alcançou 43,1%, mesmo com o recorde observado para os meses de junho. Em junho de 2020, a participação foi de 55,5%.

O principal setor exportador do agronegócio brasileiro foi o complexo soja. Um pouco mais da metade do valor exportado pelo Brasil em produtos do agronegócio se deveu as vendas externas desse setor, que teve a soja em grão como principal produto exportado. As vendas externas de soja em grão alcançaram valor recorde de US$ 5,30 bilhões, mesmo com redução de 12,9% do volume exportado, 11,1 milhões de toneladas.

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O complexo sucroalcooleiro teve incremento das exportações de 26,8%, chegando a US$ 1,07 bilhão em vendas externas. Grande parte do resultado ocorreu em função da elevação do preço médio de exportação dos produtos do setor (+24,3%). As exportações de açúcar foram de US$ 907,4 milhões (+24,0%). A quantidade exportada subiu 1,1%, mas o preço médio de exportação do açúcar foi para US$ 332 por tonelada (+22,7%), variável que praticamente explica o aumento das vendas externas do produto.

O açúcar continua apresentando tendência de alta nos preços internacionais em função do clima que afetou a produção no Brasil e, também, com a possibilidade da Índia expandir a mistura de etanol na gasolina para 20%. Outros países também apresentaram problemas climáticos desfavoráveis, reduzindo a produção global (União Europeia, Rússia e Tailândia), e influenciando a formação de preços internacionais.

Embora a quantidade exportada de açúcar pelo Brasil não tenha tido grande variação na comparação entre junho de 2020 e junho de 2021, houve grande mudança entre os principais importadores. A China, por exemplo, foi o país que mais aumentou a quantidade adquirida de açúcar brasileiro. As importações do país asiático subiram de 167,1 mil toneladas em junho de 2020 para 422,0 mil toneladas em junho de 2021 (+152,6% ou +255,0 mil toneladas). Com esse volume importado, a China foi a maior importadora de açúcar.

Outros mercados com grande importação foram: Argélia (332,46 mil toneladas; +35,0%); Nigéria (250,35 mil toneladas; +153,7), Bangladesh (218,87 mil toneladas; +26,7%); Canadá (170,06 mil toneladas; +70.1%). No caso das vendas externas de etanol, houve incremento 42,8%, com registros de US$ 162,8 milhões em vendas externas.

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