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Exportações da cachaça brasileira batem recorde

Com produção de 1,3 bilhão de litros por ano, o setor produtor de cachaça comemora o seu melhor desempenho em exportações. Em 2002, foram enviados para fora do país 14,8 milhões de litros, aproximadamente 1% da produção nacional. Aparentemente, os números são bastante tímidos, mas representam crescimento de 33% com relação a 2001, quando as exportações ficaram em 11,1 milhões de litros ou US$ 9 milhões.

Para este ano, a idéia é atingir exportações na casa dos 20 milhões de litros, o que, segundos os produtores, deve ser facilmente conquistado. “Nossa produção é suficiente para atender tanto o mercado interno, quanto o externo”, garante Maria José Miranda, gerente nacional do Programa de Desenvolvimento da Cachaça.

O principal mercado do produto é a Europa, com destaque para a Alemanha, que consome 30% das exportações. Logo depois vem o restante dos países europeus, Estados Unidos e Japão. No total, são entre 50 e 60 países compradores da cachaça. Cada litro da aguardente chega às prateleiras do mundo com o preço médio de US$ 2.

Para alcançar esse recorde, o setor conta com a ajuda da Agência Nacional de Exportações (Apex), que há três anos auxilia pequenos e médios produtores a adequarem seus produtos aos padrões e exigências do mercado internacional. Para os anos de 2003 e 2004, o orçamento do programa é de R$ 9 milhões, sendo 3 milhões da Apex e o restante verba dos próprios produtores.

Sucesso da bebida é coroado com feira internacional – Devido ao grande sucesso, a cachaça brasileira terá a primeira feira internacional. Será a Brasil Cachaça 2003, evento que acontecerá no Expo Barra Funda, em São Paulo, entre 23 e 26 de abril. O evento, que conta com a realização da Federação Nacional das Associações de Produtores de Cachaça de Alambique (Fenaca), tem como objetivo promover a mais genuína bebida nacional, tanto nos mercados interno e especialmente no externo.

A Brasil Cachaça terá 350 expositores, sendo 90% deles pequenos e médios produtores. Mas não faltarão representantes dos gigantes do setor como a Companhia Müller de Bebidas, dona da marca 51, Ypioca e Velho Barreiro. O evento tem orçamento de R$ 2 milhões.(Diário de S.Paulo)

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