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Executivo revela como a Aroeira estreia com lucro na produção de açúcar

Junqueira: açúcar foi fixado a R$ 1,5 mil a tonelada antes mesmo de a usina iniciar a produção (Foto: Delcy Mac Cruz)

Bioenergética Aroeira, com unidade produtora no município de Tupaciguara (MG), estreia na produção de açúcar VHP na safra 2017/18.

Na entrevista a seguir, Gabriel Feres Junqueira, diretor financeiro da companhia sucroenergética, informa detalhes da novidade e faz avaliações do mercado do adoçante e de etanol.

JornalCana – Qual a estimativa de produção da Aroeira na 17/18?

Gabriel Feres Junqueira – Será nossa primeira safra de açúcar. A meta é chegar a 100 mil toneladas do adoçante tipo VHP, para exportação, e 50 mil metros cúbicos de etanol.

A unidade reduzirá a produção de etanol?

Gabriel Feres Junqueira – Sim. Fazíamos 120 mil metros cúbicos e faremos 50 mil metros cúbicos.

A entrada da Aroeira na produção de açúcar foi para aproveitar os bons momentos do mercado internacional?

Gabriel Feres Junqueira – O açúcar estava bem positivo quando iniciamos o projeto de implantação da fábrica. Além disso, ele dá uma flexibilidade comercial melhor que o etanol, e dá acesso a outros mercados.

A Aroeira chegou a fixar parte da produção do açúcar?

Gabriel Feres Junqueira – Sim, fixamos antes de iniciar a implantação da fábrica. A tonelada foi fixada em médios R$ 1,5 mil.

Qual foi o investimento na implantação da fábrica de açúcar?

Gabriel Feres Junqueira – R$ 55 milhões. O investimento foi empregado durante 2016 e até o último mês de abril.

Com a entrada da produção de açúcar, foram contratados novos colaboradores?

Gabriel Feres Junqueira – Sim, contratamos 60 colaboradores. No total, a Aroeira conta com 800.

Com o açúcar, a Aroeira aumentará em quanto o faturamento?

Gabriel Feres Junqueira – Sim. Faturamos R$ 210 milhões em 2016 e neste ano projetamos faturar R$ 240 milhões.

A produção de cana-de-açúcar não foi ampliada?

Gabriel Feres Junqueira – Não. A ampliação da oferta de cana é um passo seguinte. Hoje, a capacidade da Aroeira é de 1,5 milhão de toneladas. Metade da cana é da unidade e a outra metade de fornecedores.

Qual a previsão de moagem futura?

Gabriel Feres Junqueira – Temos estrutura de destilaria para moer 2,5 milhões de toneladas, mas não temos caldeiras para isso. Estamos no meio do caminho.

Mas a moagem deverá subir um pouco na 18/19?

Gabriel Feres Junqueira – Sim, deveremos chegar a 1,6 milhão de toneladas.

A importação de etanol anidro preocupa o setor sucroenergético pelos grandes volumes comprados. Qual sua avaliação?

Gabriel Feres Junqueira – Tem atrapalhado bastante. À medida que o etanol feito fora do país é atrativo e entra sem tributação, acaba tomando espaço do etanol brasileiro e reduz seu preço. Além disso, o etanol importado entra sem a obrigação de oferecer certas regras da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) que nós, produtores brasileiros, temos que oferecer.

 

 

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