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Ex-CEO da WorldCom é acusado de falsificação

Centro de um dos maiores escândalos corporativos dos EUA, Bernard Ebbers, ex-executivo-chefe da tele WorldCom, recebeu novas acusações formais do governo norte-americano.

Desta vez, a suspeita que recai sobre o ex-executivo -trazida à tona por uma corte de Manhattan- é a de ter falsificado seis relatórios enviados à SEC (Securities and Exchange Commission, a CVM dos Estados Unidos) em 2001 e 2002.

A SEC exige que as companhias de capital aberto enviem esses formulários periodicamente para relatar sua condição financeira. Ela fiscaliza e acompanha as companhias que participam dos mercados de valores.

Ebbers já havia sido acusado de fazer uma falsificação similar em novembro de 2000. As novas investidas mostram que ele deve ter seguido preenchendo os formulários com dados falsos até maio de 2002 -dois meses antes do colapso da companhia que dirigia.

Em março último, o caso tomou um novo rumo, quando o ex-diretor de finanças da WorldCom Scott Sullivan concordou em testemunhar contra seu ex-chefe.

Ebbers alegou inocência nas três acusações iniciais -fraudes, conspiração e os documentos falsos de contabilidade. Ele está solto sob uma fiança fixada em US$ 10 milhões.

No Brasil, a WorldCom era dona da Embratel até março -quando a companhia telefônica foi vendida à mexicana Telmex, em negócio confirmado no mês passado pela Corte de Falências de Nova York.

Se condenado pelas três acusações originais, Ebbers pode ficar preso por até 30 anos. Os novos indiciamentos podem acrescentar 60 anos à pena.

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