No CANABIO25, em Ribeirão Preto/SP, Leonardo Petean, Coordenador de Desenvolvimento Agronômico e Qualidade Agrícola da Clealco, apresentou resultados alcançados no controle de estria vermelha, nematóides e broca.

Segundo Leonardo, a adoção do manejo biológico na usina está inserida em uma estratégia mais ampla de “fazer o básico bem feito” para, a partir daí, avançar em pilares regenerativos e de alta performance.

Canavial eficiente começa no fundamento

Petean reforçou que o uso de biológicos não funciona isoladamente. Exige preparo de solo adequado, sistematização eficiente, rotação com crotalária, milheto, soja e amendoim. Além de adubação bem estruturada, torta e compostagem aplicadas corretamente, vinhaça localizada crescendo ano a ano e correções de solo contínuas.

Essa visão integrada permitiu à Clealco dar sustentação aos ganhos recentes: produtividade atual próxima de 87 t/ha, qualidade de ATR chegando a 157 kg/t em outubro e uma moagem acima do inicialmente estimado. Resultado da combinação entre manejo bem executado e clima mais favorável.

Estria vermelha, nematóides e broca no alvo

O case apresentado trouxe três frentes principais:

  • Estria vermelha
  • Nematóides
  • Broca da cana

Sustentabilidade que gera resultado

O coordenador reforçou que o manejo biológico não é “moda” nem solução isolada: ele exige planejamento, escolha correta de produtos, tecnologia de aplicação, execução no momento certo e, principalmente, constância.

Segundo Petean, a Clealco está apenas no início dessa jornada regenerativa, mas já colhe ganhos concretos em:

  • eficiência operacional,
  • produtividade,
  • sanidade do canavial,
  • redução de custos,
  • sustentabilidade do sistema.

“O biológico funciona — quando é feito com método, conhecimento e disciplina”, afirmou.

A íntegra da palestra de Leonardo Petean está disponível no canal do JornalCana no YouTube.

Joacir Gonçalves

Repórter

Jornalista profissional com mais de 35 anos de experiência

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